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Varig deverá repassar taxas de embarque a partir de sexta

O presidente da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), brigadeiro José Carlos Pereira, avisou hoje que, a Varig tem até sexta-feira para reiniciar a transferência dos valores referentes às taxas de embarque paga pelos passageiros para que possa continuar decolando de seus aeroportos. Segundo ele, a partir desta data, a cobrança será feita vôo a vôo. A decisão foi acertada hoje com o ministro da Defesa, Waldir Pires, depois de reunião com o Conselho de Administração da empresa."Vencido o prazo de 72 horas dado pelo juiz para o pagamento de sua primeira parcela ratificando a compra da companhia, a Infraero começará a cobrar por decolagem as taxas de embarque. Aliás, não é cobrar, porque este dinheiro não pertence à Varig. Queremos é que o dinheiro do passageiro caia no lugar certo, que é a Infraero", declarou o brigadeiro, ao salientar que, se isso não acontecer, "o avião não decola". Questionado se a Varig poderia negociar este repasse, o brigadeiro foi categórico: "apropriação indébita é inegociável e tem de ser resolvido com a Polícia Federal, que está agindo, por determinação do Ministério Público, a nosso pedido". Ele avisou ainda que vai notificar hoje a Varig em relação ao prazo. A dívida hoje é de R$ 31 milhões.De acordo com o Pereira, a grande expectativa é saber se o consórcio formado pelos Trabalhadores do Grupo Varig (TGV) e investidores terá condições de cumprir a determinação judicial de pagamento, em 72 horas, de US$ 75 milhões, para efetivar a compra da companhia aérea. Do contrário, a Infraero teme que possa haver um colapso na empresa. "Agora só nos resta rezar. Antes, rezava pela Varig, agora rezo pelo juiz Ayoub também para que ele tenha tomado a melhor decisão possível. Não estou otimista nem pessista em relação à empresa", disse.O brigadeiro informou que a Infraero está tomando precauções para o caso de possíveis tumultos nos aeroportos, na tentativa de buscar o melhor atendimento aos passageiros. Outra preocupação da Infraero é com relação aos aviões da Varig, no caso de a empresa aérea deixar de voar. A Infraero teme que ocorra o mesmo que aconteceu com os aviões da Vasp e da Transbrasil, que ficaram parados em aeroportos de grande porte, atrapalhando o tráfego. O maior problema é com os aeroportos mais movimentados como Congonhas, Guarulhos, Galeão, Santos Dumont, Porto Alegre, Pampulha, Brasília e Salvador.

Agencia Estado,

20 de junho de 2006 | 20h35

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