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Varig diz que não teme concorrência com entrada da Gol na Bolsa

Um dia após a Gol Linhas Aéreas ter captado cerca de R$ 800 milhões na sua estréia na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o presidente da Varig, Carlos Luiz Martins, disse não temer a concorrência. "Vamos continuar concorrendo, nunca tivemos medo da concorrência. O que sempre fizemos é usar a eficiência", respondeu ao ser questionado como a Varig reagiria ao crescimento da Gol.O executivo também defende que o governo tome medidas para regular o setor e equilibrar a competição no setor. Durante palestra realizada na Câmara de Comércio Americana do Rio, Martins, sem mencionar nomes de rivais, alfinetou a concorrência. "Tem muita companhia aérea que é inteligente. Eu diria que a Varig é experiente", disse, numa menção indireta ao slogan "Gol Linhas Aéreas Inteligentes".O executivo criticou o conceito de custos e tarifas baixas (do inglês low cost, low fare) usado pela Gol. Segundo ele, a Gol tem os mesmos custos que as grandes, como gastos com pessoal, manutenção e combustível. "Onde estão os baixos custos? Só se for na barrinha de cereal", afirmou, referindo-se ao serviço de bordo da concorrente.Martins revelou que a companhia está criando um portal da Internet apenas para a venda de bilhetes eletrônicos, com possibilidade de o consumidor fazer reservas. Segundo ele, 70% das vendas de passagens, no mercado doméstico, já são realizadas pela Internet.Ele espera para julho uma definição do governo sobre os rumos da aviação, como a definição de uma política para o setor, para depois a empresa poder obter um aporte de capital. Sem mencionar qual seria a quantia necessária, o executivo, lembrou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderá participar do processo de capitalização.Na semana passada, no entanto, o diretor de controladoria e relações com investidores da Varig, Ricardo Bulara, defendeu que US$ 500 milhões "seriam muito bem vindos" para a companhia reduzir seu endividamento, hoje na casa dos R$ 3,2 bilhões só de obrigações ficais, e para investir na operação.

Agencia Estado,

25 de junho de 2004 | 16h38

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