Varig e TAP não avançam em possível fusão

A portuguesa TAP e a brasileira Varig não avançaram em direção a uma fusão, disse nesta quinta-feira o presidente da companhia aérea européia, Fernando Pinto, ao jornal português Diário Econômico. A afirmação foi feita em resposta à declarações do representante da Varig em Portugal, Mário Bruny, que afirmou que a TAP tinha formalizado uma proposta para adquirir 20% da companhia brasileira. Pinto destaca que a proposta é o limite permitido pela lei brasileira e que a iniciativa é uma tentativa de solucionar os problemas da empresa brasileira. Ele não vinculou a operação a uma tentativa de controle da Varig. "A Varig é muito importante para nós e não queremos ficar de fora", disse. A TAP, de capital estatal, é a maior "ponte" entre Europa e Brasil. São 40 vôos semanais, muito acima da segunda companhia, a Air France, que voa para o País 14 vezes por semana. O diário português Jornal de Negócios informou na quarta-feira que TAP e Varig propõem criar uma nova sociedade para controlar o negócio no Atlântico sul, assim que comprar a frota da Varig. No Rio, o presidente da Varig, Luiz Martins, negou que o vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, tenha dado um ultimato ao grupo para a apresentação de uma solução para o caso da empresa. "Não existe este ultimato não, existe uma urgência por uma solução", afirmou. Ele afirmou que Alencar pediu urgência. Ele evitou falar sobre propostas para investimento na empresa, já que compõe diretoria da Varig, mas não ocupa cargo na Fundação Ruben Berta (FRB), que é a controladora da companhia. O patrimônio negativo da Varig, de R$ 6,5 bilhões, ficaria positivo em R$ 126 milhões, se fosse levando em conta os créditos que a empresa diz ter a receber em ações na Justiça, garantiu. Martins. A Varig acumulou no ano passado dívidas que somam cerca de R$ 9 bilhões. Ela tem 12 mil funcionários, atende 65 destinos nacionais e 28 internacionais, com uma frota de 88 aviões.

Agencia Estado,

05 Maio 2005 | 17h25

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