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Varig é viável desde que reestruturada, diz estudo

O estudo sobre a Varig apresentado pela Bain & Company ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostra que a companhia aérea é viável, desde que seja reestruturada. A informação foi dada hoje pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral. Segundo ele, a solução para os problemas financeiros da Varig vai exigir um esforço conjunto, que deve envolver a empresa aérea, credores, governo, empresas estatais com créditos contra a companhia aérea e o BNDES. Amaral esteve nesta quarta-feira no Rio, onde participou de reunião sobre o acordo entre o Mercosul e os países do Pacto Andino, na sede do banco.O presidente do BNDES, Eleazar de Carvalho Filho, confirmou que a instituição de fomento recebeu o estudo encomendado pela Varig à consultoria e que o trabalho está sendo analisado. O executivo disse ainda que o banco poderá indicar, até o próximo dia 30, quais são as condições necessárias para a definição de possível aporte de capital na companhia aérea.Carvalho Filho disse, contudo, que a decisão de apoiar a empresa ainda não foi tomada e que depende da análise do projeto e de posterior apreciação da diretoria do banco. Mas comentou que os indícios são positivos com relação ao processo. Negou, ainda, que exista uma determinação política para se deixar a solução do caso para o próximo governo. O executivo apontou que se for possível, a operação poderia sair ainda este ano.AirbusO representante da fabricante européia de aviões Airbus no Brasil, Mário Sampaio, disse que a empresa está otimista com o mercado brasileiro, que deve crescer acima da média mudial nos próximos anos. Segundo estimativas da empresa, o transporte aéreo no Brasil vai registrar um crescimento superior a 5% ao ano, enquanto a média mundial será de 4,7%. "O País vai recuperar a perda de mercado nos últimos meses", disse.Para ele, o processo de reestruturação das companhias aéreas brasileiras é fundamental para que a Airbus conquiste um maior mercado aqui. Atualmente, a empresa tem como principal cliente a TAM, que utiliza 49 aeronaves da Airbus e receberá mais três ainda este ano. A companhia chegou a participar de uma negociação para a renovação da frota da Varig, cliente da Boeing, no ano passado, mas o negócio não foi adiante devido aos atentados de 11 de setembro e à crise de credibilidade no mercado financeiro. A Airbus descarta, porém, a participação em qualquer operação de capitalização de companhias aéreas.

Agencia Estado,

20 de novembro de 2002 | 19h02

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