Varig formalizará pedido de recursos ao BNDES nesta quinta

O presidente do conselho de administração da VarigLog, Marco Antônio Audi, afirmou nesta quarta-feira que planeja formalizar na quinta um pedido de financiamento ao BNDES para a compra de 50 aviões da Embraer. O negócio total gira em torno de US$ 2 bilhões, sendo que o banco financiaria 85% dá compra. A VarigLog é a controladora da Nova Varig, adquirida em leilão judicial Varig no mês passado.O executivo, no entanto, destacou que a empresa ainda não sabe mensurar quantas aeronaves serão compradas efetivamente e quantas serão adquiridas por meio de opções de compra. Audi ressaltou ainda que, além da Embraer, a compra das aeronaves também poderia ser feita com a Boeing ou com a Airbus. Segundo o presidente, o BNDES não é a única fonte de financiamento, outros bancos e empresas de arrendamentos de aviões também estão sendo procurados pela VarigLog.Audi informou ainda que os 50 aviões terão como objetivo atender o mercado doméstico, utilizando aeronaves com capacidade 115 e 135 passageiros. Os planos da VarigLog incluem também a compra de 12 aviões de grande porte para o mercado internacional.EmbraerA Embraer elogiou agora à noite a linha que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) formatou para estimular a venda de jatos brasileiros para companhias aéreas nacionais. "A Embraer vê com satisfação a ação do BNDES voltada para a implantação de linhas de financiamento e instrumentos financeiros que favoreçam a aquisição por empresas aéreas brasileiras de aeronaves fabricadas no Brasil", divulgou a industria aeronáutica. Questinada sobre o interesse de a nova Varig comprar aviões fabricados pela empresa, a Embraer limitou-se a informar que não comenta negociações. Na prática, o novo formato de crédito do BNDES é uma adaptação ao mercado doméstico da linha de concorrência internacional que a Embraer já utilizava na exportação dos seus produtos. No novo formato, a linha cobrirá até 85% de cada aeronave, o financiamento é quase todo em reais (90% do total; o restante é em dólar) e o spread de risco fica em 1% - a metade do cobrado, em média, nas operações do banco. O financiamento para exportações era feito anteriormente em moeda estrangeira.

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