Varig integra malha aérea à Rio Sul e Nordeste

A Varig anunciou esta manhã a integração de sua malha aérea às redes da Rio Sul e da Nordeste para aumentar o uso "racionalizado" das frotas das empresas. A empresa confirmou também que irá devolver 11 aviões Boeing 737 à GE Capital Aviation Services (Gecas). Segundo o diretor de planejamento da Varig, Alberto Fagerman, apesar da entrega dos 11 aviões, o grupo aéreo não vai reduzir a quantidade de linhas ofertadas ou reduzir a presença de mercado. Isto porque já há entendimentos com outras empresas de arrendamento mercantil para o fornecimento de jatos à Varig, além do fato de que a Rio Sul está para receber quatro novos aviões nos próximos dois meses. Além disso, o próprio acordo operacional permitirá às empresas subsidiárias compensar as operações nos vôos internos. O executivo relatou que a devolução dos 11 aviões foi tomada em comum acordo e foi conseqüência do fato de as duas empresas não terem chegado a um consenso sobre o preço do aluguel das aeronaves. Ele ressaltou também que os contatos comerciais não foram encerrados com a GE, que ainda mantém nove aviões voando na frota da Varig. Em razão da alta do dólar e dos novos preços de mercado desde os atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, a Varig vem renegociando contratos de fornecimento com todas as empresas que alugam aviões. Segundo o diretor de relações com o mercado, Manuel Guedes, o aluguel de aviões está cerca de 30% mais barato desde setembro do ano passado. Um dos exemplos da integração operacional será a utilização de jatos ERJ-145, de fabricação da Embraer, que estavam na frota da Rio Sul e da Nordeste, e que vão operar vôos para Córdoba e Rosário, em linhas da Varig para a Argentina. Esses jatos têm menor capacidade e são mais ajustados à queda da demanda para o país vizinho. "Da maneira que vamos integrar as três malhas aéreas, vamos ter ganhos de otimização de forma que até com número inferior de aviões executaremos os mesmos vôos", afirmou o diretor comercial e de marketing, Roberto Macedo. A integração não prevê a fusão das empresas ou a supressão das diretorias de cada controlada.

Agencia Estado,

25 de julho de 2002 | 13h16

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