Varig já tem 10 vôos cancelados nesta quarta

Os vôos cancelados da Varig nesta quarta-feira já chegam a dez, por volta das 9 horas. Os vôos cancelados seriam realizados até às 12h10, informou um agente de viagem no Aeroporto Internacional de Cumbica. Tanto a Varig, como Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Infraero não dão informações sobre os cancelamentos, que simplesmente são colocados nos painéis do aeroporto. Dos vôos cancelados, seis são nacionais e quatro internacionais.Quem sofre com o transtorno são passageiros. O corretor de imóveis Ailton Dias dos Santos está viajando desde segunda-feira. O vôo que pegaria de Londres, na Inglaterra, para o Brasil, foi cancelado. Ele ficou no país com as despesas pagas pela Varig, porém, só conseguiu voltar ao Brasil, no Aeroporto de Cumbica, as 5 horas desta quarta. Ele tenta agora um embarque para Goiânia, seu destino final. "Entendo que a empresa está numa situação difícil, mas queremos que eles resolvam o problema. Temos compromisso no País." Santos está na fila de espera.Alcilena Melo saiu da Holanda na segunda-feira, seguiu para Londres, onde o vôo foi cancelado. Ela ficou em Londres por quase 13 horas, embarcando somente à noite para o Brasil. Agora também está no Aeroporto de Cumbica, esperando seu vôo, marcado para às 11 horas, onde seguirá para seu destino final: Manaus, Amazonas. O agravante é que ela está acompanhada por seu filho. "Ele tem problemas, tem que tomar remédios e para ele foi muito corrido. As pessoas não tem muito respeito, passam na frente."Balcões vaziosOs balcões da Varig estão praticamente vazios, mas na área de realocamento de vôos existem longas filas de espera. Um passageiro que saiu na última terça-feira cedo de Manaus para pegar uma conexão em São Paulo de um vôo para Natal, no Rio Grande do Norte, ainda não conseguiu se realocar em outro vôo.Terça-feira, de acordo com a Infraero, 118 vôos foram cancelados, incluindo os nacionais e os internacionais, de um total de 208 previstos.A alegação para os cancelamentos, extra-oficialmente, foi a falta de combustível e outros entraves burocráticos. Outro motivo seria o fato de que a empresa teve que tirar de circulação 20 aeronaves que pertencem à Internacional Lease Finance Corporation (ILFC).Medidas extraordináriasNa última segunda-feira, a ILFC ameaçou que pediria medidas extraordinárias da Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York para que a Varig cumprisse a ordem de devolução das aeronaves.Além disso, a Varig, por meio de seus compradores, a Nova Varig, formada por funcionários, continua negociando com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) para ver se consegue recursos para pagar os US$ 75 milhões que são obrigados a dar como sinal da compra da companhia.A maior parte do fornecimento de passagens que vem sendo feito é em troca de milhagem, o que não resulta em faturamento.Este texto foi atualizado às 10h06

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.