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Varig: Juiz concede mais 24 horas para que VarigLog detalhe proposta

O juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial do Rio, concedeu prazo de mais 24 horas para que a VarigLog detalhe a proposta de compra da Varig "tendo em vista a complexidade do negócio", conforme nota divulgada pelo Tribunal de Justiça do Rio no site da instituição. Segundo Ayoub, os esclarecimentos serão encaminhados ao administrador judicial da companhia aérea e ao Ministério Público para análise da viabilidade da negociação. Ainda segundo a nota, a VarigLog depositou mais US$ 3 milhões na conta da Varig (cerca de R$ 8 milhões) para despesas operacionais da companhia aérea na segunda-feira. Na terça-feira, foram depositados em torno de US$ 1,5 milhão e, nesta quarta-feira, mais US$ 300 mil, conforme promessa anterior da VarigLog de fazer depósitos de até US$ 20 milhões, informa o Tribunal de Justiça.A nota do TJ afirma que o juiz esclareceu que, após análise da Justiça, do MP e do administrador judicial, se viável, será feita uma nova assembléia de credores e convocação posterior de outro leilão, que ainda não tem data definida, para formalizar a proposta da VarigLog. Na madrugada do último sábado, a Agência Nacional de Aviação (Anac) aprovou a venda da VarigLog para a Volo do Brasil - empresa criada pelo fundo americano Matlin Patterson, investidores brasileiros e de Macau - , abrindo caminho, assim, para que a ex-subsidiária de transporte de cargas da Varig compre a empresa aérea.Ainda segundo o TJ, um dos pontos de discussão dizia respeito à continuidade da antiga Varig, que, de acordo com o plano de recuperação judicial aprovado pelos credores, fica com a dívida passada, com preservação de ativos não-operacionais e participação de 5% na nova Varig, além da preservação de empregos, entre outros. A nota faz menção também à decisão do juiz Robert Drain, da Corte de Falências de Nova York, que decidiu manter, até o dia 21 de julho, o prazo limite de validade da liminar que garante proteção às aeronaves da Varig contra o arresto (apreensão) por parte dos arrendadores. O prazo havia sido ampliado na semana passada para esta quarta-feira, conclui a nota.Malha de rotasA Varig encolheu à metade sua malha de rotas, originalmente com 46 destinos, para continuar operando enquanto não é definido o futuro da empresa. A companhia comunicou formalmente à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a suspensão de 21 rotas, 9 internacionais e 12 internacionais, informam fontes do mercado. O presidente da Anac, Milton Zuanazzi, confirmou nesta quarta-feira , depois de participar de reunião no Tribunal de Justiça do Rio, que foram mantidas, no plano de emergência, as 25 rotas mais rentáveis, 11 internacionais e 14 domésticas.Para o exterior foram cancelados os destinos para Paris, Milão, Madri, Munique, Los Angeles, Cidade do México, Montevidéu, Assunção e Bogotá. Estão mantidos os vôos internacionais para Nova York e Miami (antes diários e que passaram a ser operados em dias alternados), Frankfurt, Londres, Buenos Aires, Lima, Santa Cruz de La Sierra, Santiago do Chile, Caracas, Aruba e Copenhague. No Brasil, a empresa continua voando para São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Manaus, Foz do Iguaçu, Curitiba, Porto Alegre, Fernando de Noronha, Florianópolis, Macapá e Brasília.O enxugamento será mantido, pelo menos, até o dia 3 de julho, quando a Varig deve reavaliar a questão. De acordo com a legislação do setor, quando uma companhia aérea deixa de operar uma rota por mais de 30 dias, a concessão é retomada pelo governo para ser distribuída a outras empresas. A Varig está encaminhando a outras empresas passageiros que já adquiriram bilhetes para destinos temporariamente fora de operação.

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