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Varig lamenta que não participa de plano de contingência

O presidente da Varig, Marcelo Bottini, lamentou nesta terça-feira o fato de representantes da empresa não participarem diretamente da elaboração de um plano de contingência pelo governo e destacou que a companhia aérea possui há anos um plano de contingência para o caso da empresa parar suas atividades. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) se reúne com as companhias aéreas para desenhar um plano de emergência para o caso da Varig paralisar suas atividades. "Se acontecer alguma coisa, é importante que esteja tudo coordenado", afirmou. Bottini reuniu-se hoje com representantes dos Trabalhadores do Grupo Varig (TGV) para discutir os primeiros passos de uma transição. A intenção é priorizar as rotas mais rentáveis, como as para a Europa. Entre elas estão os dois vôos diários para Frankfurt. Mas, segundo ele, tudo vai depender do número de aeronaves que a Varig terá à sua disposição.Bottini revelou que o plano de contingência da Varig define pontos como onde os aviões da empresa vão parar, como trazer de volta a tripulação da empresa e os passageiros que estão fora do País, e os contatos com as companhias internacionais e com a Anac.Críticas ao governoBottini não concorda com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Segundo Amorim, em caso de parada da Varig, os passageiros deveriam procurar as embaixadas. "Quem conhece as embaixadas no exterior sabe que, em muitas delas, os funcionários têm dificuldades até para tirar visto", afirmou. "Imagina o que poderá acontecer na Alemanha, em época de Copa do Mundo. A embaixada não terá a mínima estrutura", disse.O presidente da Varig lembrou que a companhia aérea tem vários acordos com outras empresas no exterior, como as parceiras no Star Alliance. "Nós sempre discutimos que essas coisas precisam ser muito bem feitas, para que ninguém seja pego no atropelo", concluiu.Cancelamento de vôosAlém do cancelamento de vôos em território nacional, a crise da Varig atinge também os vôos internacionais. Apenas no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, o número de vôos para o exterior cancelados chega a 20. Com exceção dos vôos com destino a Madri, na Espanha, e Londres, na Inglaterra, previstos para esta noite, todos os trajetos internacionais foram cancelados.Por conta dos problemas, durante a tarde desta terça, passageiros que à noite tomariam o vôo com destino a Londres - previsto para sair com duas horas de atraso - tentavam embarcar no vôo com o mesmo destino da British Airways. No total, somando-se com os vôos em território nacional, os cancelamentos chegam a 58 até o início da tarde. A Infraero e a Varig não comentam os cancelamentos.

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