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Varig negocia com investidor de origem misteriosa

A Varig esteve reunida nesta sexta com um investidor numa negociação cercada de mistérios. Segundo fontes do setor, o grupo seria argentino, mas a assessoria de imprensa dessa empresa apresentou o novo interessado como sendo o grupo Alvarez, Transportes, Comércio e Participações Ltda. Essa companhia teria sede em São Paulo e "origem no Mercosul", região na qual controlaria negócios no setor de transportes, alimentação e hotelaria. Busca realizada na internet, no entanto, não localizou nenhuma referência de tal companhia.O valor do investimento e os detalhes da negociação não foram revelados pela assessoria do grupo Alvarez. A Fundação Ruben Berta (FRB), controladora da Varig, também não forneceu informações sobre as conversações. O presidente do conselho de curadores da FRB, Cesar Curi, disse que "não comenta negócios" em andamento. Segundo um executivo da Varig, no entanto, o negócio não vingou porque não houve nenhuma comprovação do investimento que esse novo investidor estaria disposto a fazer.Fontes do setor contam que o grupo Alvarez havia se comprometido a fazer um depósito até por volta das 21h30, o que não aconteceu. A assessoria de imprensa do suposto investidor informou que toda a documentação relativa ao negócio poderia aparecer nesta segunda-feira.O grupo Alvarez informa que seu interesse é pela aquisição do controle da Varig, atualmente nas mãos da FRB, que tem 87% do capital votante da companhia. A legislação do setor aéreo limita a 20% a participação de empresas estrangeiras em companhia aéreas brasileiras.O objetivo seria reintegrar a VarigLog e Varig Engenharia e Manutenção (VEM), que foram adquiridas por US$ 62 milhões pela estatal portuguesa de aviação TAP, como parte da primeira fase do saneamento financeiro da empresa, contam pessoas que acompanham as conversações. A oferta do grupo Alvarez seria superior à da TAP, que além dos US$ 62 milhões, utilizados para quitar dívidas com empresas de arrendamento de aviões, mostrou interesse em desembolsar até US$ 500 milhões para ter 20% do capital da Varig.A WebJet, que começou a voar em 12 de julho, vai operar somente vôos fretados por meio de acordos com operadoras de turismo. A empresa chegou a operar vôos regulares entre Rio, São Paulo, Florianópolis, Brasília, Porto Alegre e Belo Horizonte, com apenas um avião e 120 empregados. Mas foi sufocada pelas grandes do setor logo após sua estréia. TAM, Gol e Varig reduziram seus preços nos mesmos trechos que a novata, o que levou a WebJet a suspender sua estréia em Salvador, cancelar a rota para Brasília e deixar de voar por pelo menos três vezes. A empresa também teve de suspender a compra de uma segunda aeronave e a contratação de 100 funcionários.

Agencia Estado,

02 de dezembro de 2005 | 23h06

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