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Varig quer sinal do governo para credores

O novo presidente da Varig, Roberto Macedo, pediu nesta quinta-feira ao ministro da Defesa, José Viegas, que o governo federal, por meio do BNDES, dê um aval para a empresa com os credores, antes da fusão com a TAM , de forma a permitir que companhia aérea possa normalizar as operações. O maior problema da empresa, no momento, é com a Petrobrás Distribuidora, mas também há pendências sérias com o Banco do Brasil.Viegas repetiu a Macedo e outros representantes da empresa, o que disse no dia anterior aos deputados, na Câmara: o BNDES poderá atender ao pedido da companhia, antes mesmo da fusão das duas estar concluída. Mas, para isso seria necessário que as companhias dessem um sinal claro de que estão se tornando viável do ponto de vista operacional.Na saída do encontro, Roberto Macedo classificou o encontro como ?maravilhoso? e disse estar convencido de que ?o governo é o patrocinador dessa fusão?. Depois de admitir que a Varig vem enfrentando problemas há décadas, Macedo garantiu que muitos esforços já estão sendo desenvolvidos para sanear a empresa e resolver problemas internos. Para mostrar a disposição da nova direção, anunciou que hoje estavam sendo pagos o 13º salário e o salário de março dos funcionários. Macedo admitiu, que a Varig está buscando recursos não só no governo, mas no País e no exterior. O governo quer que a Fundação Rubens Berta, que controla a Varig, lhe entregue uma carta de irreversibilidade no processo de fusão porque teme que, se lhe der um aval, garantindo pagamento aos credores, a empresa volte atrás nesta decisão. O aval seria de US$ 120 milhões para garantir pagamento à BR Distribuidora, até o final do ano. A companhia não quer dar a carta de garantia da fusão alegando que o banco Fator, que está intermediando o processo, ainda não fechou com a Varig o detalhamento da operação.

Agencia Estado,

15 de maio de 2003 | 22h12

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