Varig recusa ajuda pública, mas quer conversar com governo

Ao participar nesta terça-feira da audiência pública conjunta que envolveu quatro comissões no Senado para discutir a crise da Varig, o coordenador dos Trabalhadores do Grupo Varig (TGV), comandante Márcio Marsillac, afirmou que a empresa não precisa de recursos públicos para se recuperar. "O que precisamos é de uma total compreensão desse complexo problema e de uma atuação de todos os pólos. Como o governo é credor e devedor, deve estar na mesa de negociações", disse. A Varig tem hoje uma dívida que chega a R$ 7 bilhões. Segundo Marsillac, a empresa tem a receber R$4,5 bilhões da União; dos Estados o valor seria de R$1,2 bilhão, em razão das cobranças indevidas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Segundo a Agência Brasil, o comandante defende que seja feito um encontro de contas com os valores que a Varig tem a pagar e a receber, uma vez que, segundo ele, 60% das dívidas da empresa são com a União. "Sabemos que a União e os Estados não terão recursos para injetar na empresa. O que poderá ser feito é a compensação, um encontro de contas", explica. Para o representante dos trabalhadores da Varig, um ajuste necessário para reequilibrar a empresa é a redução dos salários em 30% e a demissão de cerca de 2,9 mil funcionários. Além disso, seria feito um aporte de recursos da poupança previdenciária dos trabalhadores da companhia aérea para capitalizar a empresa. De acordo com Marsillac, a partir desses ajustes internos de pessoal e do encontro de contas, o que restaria seriam dívidas operacionais, como, por exemplo, os leasings (contrato pelo qual uma empresa cede a outra, por determinado período, o direito de usar e obter rendimentos de bens, mediante o pagamento de uma renda mensal, a título de aluguel) das aeronaves.

Agencia Estado,

25 Abril 2006 | 16h25

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