Varig reformulará plano de recuperação judicial

A Varig prepara uma reformulação do seu plano de recuperação judicial, que poderá ser apresentado na próxima assembléia de credores. A informação é do advogado da VarigLog, João Afonso de Assis. Segundo ele, essa modificação é necessária porque a oferta de compra da ex-subsidiária, por cerca de US$ 500 milhões, inclui prazos de pagamento aos credores maiores dos que constam no atual plano de recuperação judicial. Além disso, a VarigLog também pretende obter um deságio para poder honrar as dívidas trabalhistas. Esse desconto também não está previsto no plano original de reestruturação da Varig, que já foi aprovado pelos credores. Segundo uma fonte da Varig, a proposta da VarigLog para comprar a companhia aérea é um outro plano e, segundo essa pessoa, "é razoável que existam modificações." Na última quarta-feira, a Justiça do Rio de Janeiro cancelou a assembléia de credores da Varig, marcada para o próximo dia 10, que analisaria a proposta de compra feita pela VarigLog, de US$ 500 milhões. Conseqüentemente, o leilão da companhia aérea, que seria realizado no dia 12, também foi suspenso. Ainda não foram definidas novas datas. O motivo do cancelamento foi a apresentação de uma proposta melhorada da VarigLog. Segundo a Justiça, a ex-subsidiária da companhia não havia entregado alguns documentos importantes para análise da viabilidade da oferta. Principal dúvidaA principal dúvida sobre a proposta era saber como os credores da Varig teriam garantia de que as suas dívidas seriam honradas na chamada Varig antiga, que seria desmembrada da operação principal para herdar o passivo de R$ 7,9 bilhões. Pelos detalhamentos apresentados nesta quarta-feira, a VarigLog se compromete a destinar R$ 277 milhões (US$ 125 milhões) pela Varig antiga. Esse dinheiro faz parte do R$ 1,067 bilhão (US$ 485 milhões) que a ex-subsidiária pretende desembolsar pela nova Varig. Na proposta anterior, não estava previsto o desembolso de dinheiro para a Varig antiga.Credores e a comissão de juízes responsável pela recuperação judicial da Varig tinham dúvidas sobre a oferta. O Ministério Público do Rio e o administrador judicial da Varig, a consultoria Deloitte, têm, agora, 24 horas para analisar o documento, que só vale até o dia 16.

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