Varig retomará vôos para a China

A Varig pretende retomar em agosto os vôos para a China. O anúncio oficial deve ocorrer na próxima segunda ? feira, durante a cerimônia de inauguração do primeiro escritório de uma companhia aérea da América Latina na área continental chinesa. O evento contará com a presença do vice-presidente de Planejamento da Varig, Alberto Fajermam, e do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorin, que inicia amanhã uma visita oficial de três dias ao país. A rota estipulada prevê uma viagem de vinte e cinco horas, com escala no aeroporto de Munique, na Alemanha. Serão quatro vôos semanais entre os dois países, sob o regime de code share com a Air China. Por compartilharem passageiros, os vôos contarão com a presença de comissários brasileiros e chineses. O acordo final para o início das operações foi fechado em Frankfurt, na Alemanha, e contou com a participação da Lufthansa. A presença da companhia alemã se justifica. A Varig será beneficiada pela Quinta Liberdade, ou seja, poderá embarcar passageiros durante a escala naquele país para qualquer dos destinos finais de seus vôos, Pequim ou São Paulo. A Varig já operou vôos com destino a Hong Kong, via África do Sul. Eles foram suspensos devido aos déficits acumulados na rota. No entanto, a aproximação das posições políticas e o crescente comércio bilateral entre os dois países ? que movimentou cerca de US$ 6,7 bilhões no ano passado -, estimula o aumento da demanda de passageiros. "Há um número ascendente de missões políticas e comerciais entre os dois países", afirma César Yu, representante da Varig na China. A mesma estratégia deve ser aplicada ao restante da América do Sul, já que a China tornou-se uma importante parceira comercial de países como Argentina, Uruguai e Chile. A Varig voa para todas as capitais sul-americanas, com exceção de Quito, Capital do Equador. "Tentaremos conquistar os passageiros sul-americanos por intermédio de uma rota diferenciada e de nossa tradicional qualidade de serviços", disse Yu. Os vôos visam atender também as viagens familiares de brasileiros e chineses para seus respectivos países. Oficialmente, mais de 250 mil chineses residem no Brasil, enquanto mais de dois mil brasileiros vivem na China. Um reforço extra à rentabilidade da rota poderá advir nos próximos meses, com a aprovação do Brasil como um dos destinos turísticos dos chineses. O pedido brasileiro está sendo analisado pelo Conselho de Estado chinês e deve ser homologado nos próximos meses. A Varig estima que irá transportar anualmente cerca de dez mil passageiros e que o destino final da maior parte dos brasileiros seja o Sul da China, principal pólo econômico chinês. Uma grande parte dos interesses econômicos brasileiros está concentrada na Província de Guangdong e no Município Central de Shanghai, que deverá receber a BM&F a partir do próximo mês de maio.

Agencia Estado,

20 Março 2004 | 10h01

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