Varig teve prejuízo de R$ 393 milhões no 1º semestre

A Varig teve prejuízo líquido de R$ 393,9 milhões no primeiro semestre deste ano, o que representou uma redução de 30,5% em relação às perdas de R$ 566,8 milhões do mesmo período de 2004. No segundo trimestre, o recuo do prejuízo foi menor (-13,4%), de R$ 395,6 milhões para R$ 342,4 milhões, ante igual trimestre ano passado. O endividamento da companhia, sem levar em conta contingências, passou de R$ 5,8 bilhões no primeiro semestre de 2004 para R$ 5,6 bilhões nos primeiros seis meses de 2005."Não podemos esquecer que todas as empresas que entram em recuperação judicial têm problemas de fluxo de caixa. A Varig não consegue investir na renovação da frota, então gasta mais com manutenção e combustível", diz o diretor de controladoria e relações com os investidores da Varig, Ricardo Bulara. Segundo ele, o resultado não foi melhor por causa dessas variáveis.O diretor da Varig conta que 64% do endividamento da Varig é com o governo. A dívida do fundo de pensão Aerus corresponde a 19% do total, seguida pela General Electric (GE), que tem 5% do débito da empresa. Os 12% restantes estão distribuídos entre outros credores.Segundo Bulara, a redução do prejuízo foi possível porque a companhia conseguiu aumentar a taxa de ocupação de suas aeronaves. No mercado doméstico, o aproveitamento dos aviões passou de 63% no primeiro semestre do ano passado para 66% atualmente. No internacional, o desempenho passou de 75% para 76% na mesma comparação.A escalada do preço do combustível dos aviões gerou um recuo de 36% no resultado operacional da Varig de janeiro a junho, que ficou em R$ 37,6 milhões ante R$ 58,7 milhões de 2004. O patrimônio líquido negativo da empresa foi de R$ 6,8 bilhões, o que representou redução de 1,5% em relação aos R$ 6,9 bilhões do primeiro semestre de 2004.De acordo com Bulara, se o preço do querosene de aviação tivesse se mantido no mesmo patamar do primeiro semestre de 2004 a empresa teria um ganho adicional de R$ 206 milhões. Na comparação com o primeiro semestre deste ano e do ano passado, o combustível teve variação de 24%, conta Bulara."O resultado da atividade diminuiu em função do combustível. Ano passado, o querosene representava 34% dos nossos custos. Hoje a relação aumentou para 38%."

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