VarigLog demite mais de 300 funcionários em dez dias

Com salário e benefícios atrasados, trabalhadores decidem sobre paralisação, que pode começar na sexta

Marcela Coimbra, da Rádio Eldorado,

05 de junho de 2008 | 12h49

Nos últimos 10 dias mais de 300 pessoas foram dispensadas pela empresa de transporte aéreo de cargas VarigLog. O pagamento dos salários dos funcionários está atrasado e benefícios como vale transporte e alimentação não são repassados aos funcionários há alguns meses, assim como o FGTS, que não é depositado desde julho de 2007. Hoje estão sendo realizadas assembléias em todo País para decidir sobre a paralisação, que pode começar sexta-feira.  Veja também:Comissão aprova convocação de Denise, Zuannazzi e TeixeiraEx-diretores confirmam pressão sobre a Anac Agência considera ilegal controle de estrangeiros Ministério deve investigar denúncias sobre Varig, diz SolangeDilma chama de 'falsas' as denúncias sobre a compra da Varig Documentos provam acusações sobre Varig, diz Denise AbreuLeia a entrevista de Denise Abreu sobre o caso Denúncia sobre compra da Varig é grave, diz Montoro FilhoO presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), Celso Klafke, reclama das negociações com a empresa, que não avançam: "Essas reuniões têm sido muito infrutíferas, tentativa da empresa convencer o sindicato de que a gente tem de aceitar que além do trabalhador ser demitido, ele ainda não é pago". "Tem gente que fala que nada é pior pra um trabalhador do que ser demitido. Na verdade, pior é ser demitido e não ser pago, coisa muito comum hoje no setor aéreo", declarou.Além dos problemas com os funcionários, a VarigLog protagoniza uma briga na Justiça de São Paulo, que resultou no afastamento dos três sócios brasileiros. O grupo norte-americano Matlin Patterson está com a gestão da empresa, mas já deveria ter apresentado os novos proprietários. Na quarta-feira, em reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo, a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu acusou a Casa Civil de favorecer investidores na negociação e na compra da companhia aérea Varig e da VarigLog dispensando-os, inclusive, de provar a origem do dinheiro. A ministra-chefe da pasta, Dilma Rousseff, diz que as alegações são falsas.

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