VarigLog recorrerá à Justiça após negativa de sua proposta

A VarigLog informou que recorrerá à Justiça para tentar impugnar os votos da GE Capital na assembléia de credores da Varig, realizada na última segunda-feira. A empresa de leasing foi a principal responsável pelo fato das mudanças no plano de recuperação da companhia aérea não terem sido aprovadas - o que deve impedir a proposta de US$ 500 milhões da VarigLog seja levada a leilão na quarta-feira. Segundo VarigLog, a empresa continuará fazendo depósitos para bancar as despesas correntes da companhia aérea. Até o momento, já foram liberados US$ 14 milhões, de um total de US$ 20 milhões de adiantamento previstos pela proposta de compra. Na última segunda, o presidente da Varig, Marcelo Bottini também acusou a GE de ser responsável pelo resultado da assembléia de credores. O executivo revelou que a empresa de leasing usou uma manobra para multiplicar seus votos e além disso vendeu sem notificação prévia seus créditos para a JP Morgan. Falência Sem a aprovação, o caminho natural seria, de fato, a falência, mas a Justiça ainda não se pronunciou sobre a decisão. Na assembléia foram vetadas as alterações na proposta de compra. O novo modelo, apresentado na segunda, priorizava o pagamento das dívidas com o fundo de previdência dos funcionários, o Aerus, no valor de R$ 2,5 bilhões, e ainda créditos e penhores do Banco do Brasil, de cerca de R$ 17 milhões.A oferta previa ainda a indicação de gestores judicial e fiduciário das debêntures (título de renda fixa emitido por sociedade anônima para tomar empréstimo no mercado) que seriam emitidas por uma Sociedade de Propósito Específico, como forma de gerir os recursos da antiga Varig, empresa que herdaria as dívidas - no total de R$ 7,9 bilhões - após o leilão de seus principais ativos. A antiga Varig continuaria operando com a marca Nordeste Linhas Aéreas.A herdeira das dívidas teria apenas 50 empregados e a expectativa era de um fluxo de caixa de R$ 19,1 bilhões em 2007. Pelo plano, a Nordeste chegaria a 2016 com um fluxo de R$ 40,9 milhões. A empresa ficaria com o Centro de Treinamento de Pilotos, a linha São Paulo-Porto Seguro e com os créditos a receber da União e de 10 Estados brasileiros, que, corrigidos, somam quase R$ 6 bilhões.

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