Vasp descumpre acordo trabalhista e bens podem ser apreendidos

Até às 14h25 desta terça-feira, o empresário Wagner Canhedo, dono da Vasp, ainda não havia entregue a carta de fiança do Banco do Brasil, no valor correspondente a R$ 40 milhões, na 14ª Vara da Justiça do Trabalho, em São Paulo. Pelo acordo judicial firmado na última sexta-feira, o empresário se comprometeu a entregar a carta de fiança até às 13 horas de hoje.Este acordo havia suspendido a intervenção judicial, que teve início em março, o qual devolvia a gestão da empresa ao empresário. No entanto, a não entrega da carta irá caracterizar o descumprimento do acordo. Neste caso, os bens da Vasp e de seus controladores, que permanecem indisponíveis, poderão ser apreendidos pela Justiça para pagar dívidas trabalhistas. De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal Regional do Trabalho, o juiz Homero Batista Mateus da Silva ainda trabalha com a expectativa de a Vasp entregue a carta de fiança até o fim do expediente bancário. A assessoria não soube informar, no entanto, se o empresário ou algum advogado da Vasp telefonou para a 14 ª Vara para justificar o atraso ou solicitar alguma extensão do prazo.Além desta garantia, a Vasp tem até sexta-feira para quitar a folha de pagamentos em atraso. As rescisões trabalhistas dos quase 2 mil funcionários dispensados em outubro passado, quando a empresa reduziu drasticamente seu quadro, terão de ser quitadas até 17 de junho. Tudo isso representa mais de R$ 40 milhões. Pelos cálculos da comissão de intervenção, porém, a dívida total da empresa com os trabalhadores pode passar de R$ 40 milhões.

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