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Vazamento de voto de juiz escandaliza a Argentina

O vazamento para a imprensa sobre o voto contra a pesificação do ministro da Corte Suprema de Justiça da Argentina, Carlos Fayt, está se transformando num novo escândalo institucional na Argentina. O juiz solicitou à Secretaria de Auditores que inicie uma investigação para detectar o responsável pelo vazamento à imprensa de seu voto a favor da inconstitucionalidade da pesificação e que vem provocando nervosismo no mercado de câmbio.Os boatos sobre uma provável sentença pela redolarização dos depósitos bancários começaram a circular na segunda-feira passada, mas somente hoje surgiram informações de que os boatos estavam relacionados ao voto do ministro Fayt. Hoje, o jornal Ámbito Financiero publicou a íntegra do texto escrito pelo ministro da Corte Suprema de Justiça.Trata-se de um voto entre os de sete juízes do tribunal máximo argentino. Existem indícios de que, além de Fayt, pelo menos mais quatro juízes estariam dispostos a votar pela inconstitucionalidade da pesificação, durante o julgamento do caso de uma depositante, Mirta Beratz, que reclama pela devolução de seus depósitos no valor de US$ 13 mil.No entanto, se a Corte der ganho de causa à Beratz, estará abrindo o precedente de inconstitucionalidade da matéria que provocaria uma reação em cadeia. A Corte somente iniciará as sessões de debate sobre o assunto no dia 10 de dezembro. O ministro Fayt disse que mudará o voto, mas manteria a posição a favor da redolarização. O juiz afirmou que, em 20 anos na Corte Suprema, jamais entregou uma cópia de seus votos a jornalistas. "É necessário averiguar quem foi o responsável por esta clara violação da confidencialidade dos documentos que circulam entre os ministros", disse.Ele afirmou que o texto era "só uma idéia, um rascunho, não estava cristalizado". "Eu tinha a disposição de discutí-lo, de modificá-lo inclusive, se algum de meus colegas tivesse uma idéia melhor", enfatizou o juiz.

Agencia Estado,

29 de novembro de 2002 | 15h50

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