VCP desacelera ritmo e prevê três fábricas até 2020

Empresa precisará postergar alguns investimentos que já eram dados como certos por Aracruz e VCP

André Magnabosco, da Agência Estado

20 de janeiro de 2009 | 17h53

A união entre Aracruz e Votorantim Celulose e Papel (VCP), operação que criará a maior fabricante de celulose de mercado do mundo, obrigará a direção da nova empresa a rever o ritmo de crescimento nos próximos anos. Segundo o diretor-geral da Votorantim Industrial, Raul Calfat, a companhia deverá construir três fábricas até 2020. Caso essa projeção se confirme, a empresa precisará postergar alguns investimentos que já eram dados como certos por Aracruz e VCP. Maior fabricante mundial de celulose branqueada de eucalipto, a Aracruz tinha planos de construir uma fábrica no Rio Grande do Sul e outra em Minas Gerais, além do projeto que mais do que duplicaria a capacidade de produção da Veracel (uma joint venture com a sueco-finlandesa Stora Enso). A VCP, por sua vez, já havia anunciado planos de construir a fábrica de Três Lagoas (MS), que entrará em operação ainda no primeiro semestre deste ano, e um complexo no Rio Grande do Sul. Em ambos os casos, as unidades seriam duplicadas, o que representaria, em conjunto com a Aracruz, sete projetos. Destes, apenas três sairão do papel, além da unidade de Três Lagoas. "Uma unidade que deve sair com bastante grau de certeza é no Rio Grande do Sul. A outra seria na Bahia, com a Veracel. E temos opção para a terceira unidade, que pode ser no Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais ou outra no Rio Grande do Sul", afirmou Calfat, sem dar detalhes dos projetos. A construção das três unidades, além da fábrica de Três Lagoas que está praticamente concluída, deverá gerar mais de 9 mil empregos diretos, segundo estimativas da Votorantim Industrial. Com isso, o número de empregos diretos da nova empresa (união da VCP e da Aracruz) saltará para mais de 14 mil pessoas. A Votorantim também prevê que a união das companhias não resultará em demissões nas linhas de produção da empresa. A área administrativa, que representa cerca de 3,5% da força de trabalho da empresa, no entanto, deverá passar por uma adequação. Outra mudança que poderá ocorrer a partir da união das empresas será no nome da nova fabricante de celulose. A etapa de incorporação da Aracruz pela VCP deverá durar quatro meses, prevê Calfat.

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