VCP mantém negociações para união com a Aracruz

Anunciado em agosto passado, negócio foi colocado em banho-maria após perdas da Aracruz com o câmbio

Agência Estado,

08 de janeiro de 2009 | 11h21

A Votorantim Celulose e Papel (VCP) informou nesta quinta-feira, 8, que continua em negociações com os controladores da Aracruz, entre eles o Grupo Votorantim, acerca da tentativa de união das duas produtoras de celulose. A informação está em um comunicado ao mercado divulgado pela VCP sobre o cancelamento de uma reunião da companhia com analistas, que já tinha sido adiada. Veja também:Aracruz calcula em US$2,13 bi perda com derivativosEntenda as operações de derivativos e suas conseqüências O calendário de eventos corporativos da VCP de 2008 contava com uma reunião pública com acionistas e investidores programada para 27 de novembro. O encontro foi postergado para 17 de dezembro, mas acabou não acontecendo. "Os esforços para aquisição das ações de emissão de Aracruz detidas por Arapar (holding da família Lorentzen) e os impactos na transação das mudanças materiais do cenário macroeconômico fizeram de 2008 um ano atípico para a companhia. A eventual aquisição impactaria significativamente o planejamento estratégico da VCP e seus projetos de expansão", informou a empresa. "Tendo em vista as tratativas da Votorantim Industrial e demais controladores da Aracruz, ainda em curso, decidimos cancelar, em caráter excepcional, a reunião pública na Apimec então programada para 17 de dezembro", prosseguiu a VCP, argumentando que a realização do encontro com analistas "poderia colocar em risco os interesses legítimos da companhia e de seus acionistas". O Grupo Votorantim costurou acordos para unir a VCP, sua empresa de papel e celulose, e a Aracruz. Mas o negócio - anunciado em agosto passado - foi colocado em banho-maria depois que a Aracruz revelou perdas bilionárias com derivativos de câmbio. O Votorantim tinha acertado pagar R$ 2,7 bilhões pela participação da família sueca Lorentzen na Aracruz. Em seguida, o Votorantim e o Safra, outro acionista no bloco de controle da Aracruz, realizariam uma operação para criar a maior fabricante mundial de celulose branqueada de eucalipto. Mas a ocorrência das perdas com derivativos da Aracruz fez com que os protagonistas da reorganização societária paralisassem o negócio.

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