VCP tem lucro menor, mas venda de celulose bate recorde

A Votorantim Celulose e Papel sofreuuma queda de 35 por cento no lucro líquido do segundotrimestre, em relação ao mesmo período do ano passado,impactada por efeito não recorrente de 145 milhões de reais. Na comparação com o primeiro trimestre, no entanto, o lucrolíquido de 135 milhões de reais foi 23 por cento maior, puxadopor recorde na venda de celulose e aumento dos preços médios emreais da ordem de 1 por cento, apesar da valorização do realante o dólar, que impacta exportações. A companhia foi obrigada a comprar ações da ex-controladorada fabricante de papel Ripasa, o que gerou em junho uma despesafinanceira de 144,7 milhões de reais, informou a VCP emcomunicado divulgado ao mercado nesta quinta-fera. A geração de caixa consolidada medida pelo lucro antes dejuros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla eminglês) recuou 9 por cento no período, para 212 milhões dereais. Em relação ao primeiro trimestre, houve uma alta de 2por cento A margem Ebitda, caiu de 37 para 34 por cento entre osegundo trimestre e o mesmo período de 2007 e 3 por cento emrelação aos três primeiros meses do ano, pressionada poraumento nos custos com derivados de petróleo e energiaelétrica. A VCP, que tem como meta figurar entre as três maioresempresas globais de celulose de mercado até 2012, vendeu 329mil toneladas de celulose no trimestre passado, superando orecorde dos três meses anteriores, de 307 mil toneladas. Ovolume vendido é 22 por cento maior que o comercializado pelaVCP no segundo trimestre de 2007. Já as vendas de papel somaram 87 mil toneladas, estáveis emcomparação com o primeiro trimestre e 23 por cento abaixo dovolume vendido um ano antes, refletindo foco maior da companhiaem operações de celulose, que passa por forte alta na demanda. A empresa, incluindo sua participação de 50 por cento naRipasa, investiu 220 milhões de reais no trimestre passado deum total de 1,1 bilhão de reais previsto para 2008. A maiorparte dos recursos aplicados entre abril e junho, 66 por cento,se destinaram à área florestal para aquisição de terras,implantação e manutenção de florestas e infra-estrutura. (Reportagem de Alberto Alerigi Jr.; Edição de RenatoAndrade)

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