Veículos: preços de seguros sobem

O mercado de seguro de automóveis vem registrando uma queda nos índices de sinistralidade nos últimos dois anos. De acordo com as estatísticas da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização (Fenaseg) a freqüência de roubos, furtos e acidentes com automóveis segurados era de 75,81% em 1999, caiu para 72,51% em 2000 e entre os meses de janeiro e novembro do ano passado o índice de sinistralidade caiu para 69,38%. Apesar da queda no número de sinistros, o valor dos prêmios subiram entre 9% e 10% neste período.De acordo com o diretor de marketing e planejamento da Vera Cruz Seguradora, Hyung Mo Sung, o que provocou o aumento no preço do prêmio seguro neste período foram os aumentos dos custos da mão-de-obra e nos custos das peças de reposição dos veículos que sofreram acidentes. "O reajuste dos preços de peças e mão-de-obra pesam na hora da decisão do prêmio do seguro", avisa Hyung.O diretor da Vera Cruz avalia que a queda do número de sinistro deve-se aos métodos utilizados pelas companhias de seguros no Brasil de avaliar o risco de seus segurados. "Os questionários de avaliação de risco do segurado serviu para intensificar as ações de seleção do risco e isso foi um dos fatores que auxiliaram na queda da sinistralidade", avalia Hyung. Hyung acredita que a definição do perfil do segurado também auxiliou na definição do preço dos prêmios dos seguros. "Senão houvesse uma definição criteriosa do risco do segurado, o preço do segurado poderia ter subido mais neste dois últimos anos", afirma.Prêmios acompanham reajustes nos preços dos veículosO diretor de automóvel da Real Seguros, Valter Pereira, avalia que o preço dos prêmios subiram neste período pois acompanharam o reajuste médios dos preços dos veículos. Ele avalia também que o índice de sinistralidade caiu neste dois últimos anos pela melhor seleção de risco pelas seguradoras. "O perfil do risco do segurado foi uma medida que auxiliou o mercado a definir o preço do seguro de acordo com os riscos do segurado. O preço do seguro é estipulado de acordo com o perfil do segurado", explica.Valter acredita que o novo Código Brasileiro de Trânsito também auxiliou na queda dos números de acidentes e sinistros. "O motorista brasileiro está dirigindo com maior cautela. A punição é pesada", destaca. O índice de sinistralidade na Real Seguros que em 2000 foi de 76,24%, caiu para 70,17% em 2001.O vice-presidente da Fenaseg e presidente de autos da Sul América, Júlio Avelar, também ressalta que a queda dos sinistros está ligada diretamente à melhor avaliação dos segurados nos últimos dois anos. "O mercado de seguros está sabendo estabelecer o preço do seguro de acordo com o risco", explica. Avelar explicar que antigamente as pessoas não contratavam seguro por acharem muito caro. Agora, como existe o estudo do perfil do segurado e o preço mais baixo para quem tem pouco risco, a carteira de automóveis vêm crescendo.

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