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Veja a opinião de economistas sobre a decisão do Copom

Para Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor de política monetária do BC, autoridade monetária está 'pondo o pé no freio devagar'

Reuters,

19 de outubro de 2011 | 20h33

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, para 11,50 por cento ao ano.

No comunicado que se seguiu à decisão, o BC informou que "um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012".

Veja abaixo comentários de profissionais do mercado sobre a decisão:

Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor de política monetária do BC e economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio:

"O Banco Central está colocando o pé no freio devagar. O BC disse no comunicado que o corte é consistente com a meta da inflação no ano que vem, mas na verdade entendo que o BC está querendo pelo menos reduzir a inflação no ano que vem, já que trazer à meta será muito difícil.

O BC quer diminuir a inflação, mas sem prejudicar a atividade.

Se o quadro internacional continuar do jeito que está, o BC deve novamente cortar a Selic em 0,5 ponto na próxima reunião. Apenas uma ruptura justificaria um corte mais forte."

Ricardo Denadai, economista do Santander Asset Management:

"A decisão veio dentro do script. O mercado tinha chegado a cogitar aceleração do corte, mas houve esforço grande do BC de vir a público e mencionar que o cenário estava em linha com o esperado. O comunicado mais enxuto dá certa tranquilidade com respeito ao ritmo dos ajustes.

Duas variáveis caminham de acordo com o BC: o cenário internacional pior e a percepção de mais desaceleração da atividade doméstica. Mas a inflação ainda não está agradando. Últimos índices ainda foram ruins e as expectativas para 2012 estão piorando."

Eduardo Velho, economista-chefe da Prosper Corretora:

"Independentemente da inflação, ele vai continuar derrubando o juro. O BC sugere acreditar que a probabilidade de a inflação convergir para a meta em 2012 vai aumentar, o que não significa necessariamente que ela vai de fato ficar em 4,5 por cento no ano que vem. Parece que ele está alargando um pouco o período para a convergência.

No mercado de DI, a curva curta não deve alterar quase nada, porque já estava projetando uma queda de 0,5 ponto. Mas as curvas média e longa podem recuperar um pouco de prêmio, já que o BC foi menos alarmista com o cenário internacional."

Mauricio Rosal, economista da Raymond James:

"Houve uma grande transparência com a mensagem. Mais que qualquer coisa, eles reforçaram a mensagem que estava no Relatório (Trimestral de Inflação) de ajuste moderado.

A decisão também foi unânime, como uma indicação que a própria comunicação do Banco Central à frente pode se tornar mais coesa. O que eles insinuam é que o caminho não deve ser curto não. Eles estão do início para o meio (do processo)."

Equipe de analistas da LCA Consultores:

"O desfecho da reunião e o comunicado de política monetária ... parecem reforçar nossa percepção de que o ajuste da taxa básica de juros continuará a ser promovido a passos de 50 pontos-base (desde que o ambiente internacional não sofra aguda deterioração adicional)."

(Por José de Castro, Luciana Lopez e Aluísio Alves)

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