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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Veja a polêmica da ação que favorece os metalúrgicos

A decisão do Tribunal Regional Federal de São Paulo que determinou o pagamento da diferença de correção monetária no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos metalúrgicos de São Paulo causa polêmica porque, no ano passado, governo e algumas centrais sindicais, entre elas a Força Sindical, assinaram um acordo em que os trabalhadores iriam receber o expurgo, mas com descontos de 8% a 15% do valor a que têm direito ou em parcelas nos casos em que a dívida superar R$ 1 mil. Na decisão da Justiça, o dinheiro do expurgo deverá ser pago em uma única parcela, sem deságio e ainda com correção mensal de 0,5%. Na época considerado "o maior acordo trabalhista do mundo" pelo então ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, e apoiado integralmente pelo presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, o acordo recebeu críticas da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a única entre as centrais sindicais do País a não aderir ao projeto. A CUT já ameaça mover ação popular indenizatória contra o governo e a Força Sindical por terem induzido o trabalhador a assinar um termo de adesão abrindo mão da ação. "O trabalhador foi induzido a fazer uma coisa que, depois, descobriu-se ser equivocada", disse o presidente da central, João Felício. Segundo ele, o governo gastou cerca de R$ 2,5 milhões em propaganda para convencer as pessoas a aderir ao acordo. "Nós sempre fomos contrários a esse acordo por considerá-lo um confisco, e defendemos as ações", disse Felício. Segundo ele, outros sindicatos já ganharam ações, como o dos telefônicos de Brasília. O próprio Paulinho, que é um dos beneficiados pela decisão judicial, vai abrir mão de receber o dinheiro via acordo, mas orientou os trabalhadores a não fazerem o mesmo. Segundo ele, há 42 milhões de pessoas que não entraram com ações e terão direito a receber o expurgo. Disse ainda que, no máximo, há 8 milhões de pessoas que acionaram a Justiça, mas muitos processos ainda podem levar anos para serem julgados. Técnicos do governo afirmam ser vantajoso aguardar o recebimento via acordo, principalmente por causa da data de pagamento, que começa no próximo mês para quem tem até R$ 1 mil a receber. Quem tem até R$ 2 mil receberá uma parcela em julho e o restante em janeiro. "Dependendo do caso, é melhor ter o dinheiro na mão agora do que aguardar vários anos", disse o advogado trabalhista Amauri Mascaro do Nascimento. Segundo o Ministério do Trabalho, de um total de 14 milhões de trabalhadores que já aderiram ao acordo, 557 mil abriram mão de ações na Justiça. A CUT também estuda a possibilidade de entrar na Justiça com ação solicitando que todos os termos de adesão assinados até o momento sejam suspensos.

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