André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Veja as datas para o saque das contas inativas do FGTS

Agências da Caixa abrirão com duas horas de antecedência durante a semana, e também em alguns sábados, das 9h às 15h

O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2017 | 11h54

SÃO PAULO - A Caixa Econômica Federal fará uma força-tarefa para atender os trabalhadores que têm direito a sacar dinheiro de suas contas inativas do FGTS. As agências abrirão com duas horas de antecedência de 15 a 17 de fevereiro e também aos sábados próximos às datas de saque.

De acordo com o governo, são R$ 43 bilhões depositados em 49 milhões de contas inativas do FGTS (veja abaixo os dias exatos). A estimativa de saques, contudo, é mais modesta: o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, prevê uma retirada de até R$ 35 bilhões do fundo.

Os trabalhadores que tiverem qualquer dúvida sobre o recurso podem acessar o site www.caixa.gov.br/contasinativas, ou tirar dúvidas pelo telefone 0 800 726 2017.

Para reforçar os atendimentos, a Caixa vai abrir as agências os primeiros sábados dos cronogramas mensais de pagamento (com exceção de abril, mês em que a data coincide com a Semana Santa). As datas serão 18 de fevereiro, 11 de março, 13 de maio, 17 de junho e 15 de julho.

Especialistas em finanças pessoais alertam que qualquer opção de investimento, mesmo a caderneta de poupança, traz rendimentos mais vantajosos do que manter os recursos no FGTS. Para quem tem dívidas, contudo, a prioridade deve ser se livrar dos débitos.

De acordo com a Caixa, o cronograma de saques foi feito com base na data de nascimento do trabalhador. Quem nasceu nos meses de janeiro e fevereiro poderá sacar os recursos a partir de 10 de março; quem nasceu em março, abril e maio, poderá sacar a partir de 10 de abril; os que fazem aniversário em junho, julho e agosto, a partir de 12 maio; os aniversariantes de setembro, outubro e novembro, a partir de 16 de junho; e os que nasceram em dezembro, poderão sacar em 14 de julho.

 

 
 

"É com espírito republicano, de dedicação ao atendimento ao cidadão, que a Caixa irá trabalhar a partir de amanhã em todas as suas unidades, disponibilizando um site especificamente para as contas inativas", acrescentou Occchi. 

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, falou em entrevista à Rádio Estadão, nesta terça-feira, 14, que o saque nas contas inativas do FGTS deverá injetar, apenas na economia do Estado de São Paulo, algo em torno de R$ 19 bilhões. "Só no Estado de São Paulo, são 6 milhões de trabalhadores (que devem sacar seus valores), com expectativa de investimento na economia na faixa de R$ 19 bilhões." No País, a previsão é de que 18 milhões de trabalhadores saquem suas contas inativas do FGTS, com uma injeção de recursos na economia da ordem de R$ 43 bilhões.

Já o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ressaltou que a medida está inserida em um processo maior, de diminuição do tamanho do Estado. "Assim, o Estado começa cada vez mais a não tutelar, cada um tendo a possibilidade e o direito de alocar os recursos da maneira como ele ou ela acha, partindo do pressuposto do interesse de cada um", comentou.

Acesso. O presidente Michel Temer disse que, em dez minutos de liberação do site da Caixa criado para tirar dúvidas, houve 480 mil acessos. Temer lembrou que a medida foi anunciada no fim do ano passado pelo governo para acelerar a retomada da economia e disse que ela é fruto do objetivo da equipe econômica de seu governo de "injetar valores na economia brasileira". Segundo ele, a medida, além de colocar recursos para os trabalhadores, "de igual maneira atender pleito das contas inativas".  "Por isso que o saque do FGTS injetaria recursos e traria tranquilidade social", afirmou. 

Em seu discurso a uma plateia que incluía - como de costume - parlamentares da base aliada, o presidente aproveitou para fazer uma defesa da reforma trabalhista, que ele está chamando de "modernização" da legislação. Em sua fala, o presidente disse que é preciso ler a constituição que já  traz "o enaltecimento das convenções e acordos coletivos". "É importante estudar a constituição; no Brasil não temos esse hábito", reforçou. 

O presidente destacou por fim que suas medidas econômicas buscam ajustar as contas públicas, mas sem esquecer das políticas sociais. "A responsabilidade fiscal corre paralelamente a responsabilidade social", afirmou. 

No fim de sua fala, Temer pediu aplausos "vigorosos e frenéticos" para todos da equipe de seu governo que estão elaborando as medidas para a retomada a economia e para os membros do Congresso Nacional, a quem ele repetiu que o governo tem "um apoio extraordinário".

Presente na cerimônia, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, também fez uma defesa da "modernização da legislação trabalhista" e disse que a pasta está ativamente debruçada sobre o projeto. Segundo ele, o grupo técnico da pasta vai concluir parte dos trabalhos no próximo dia 16. "Acreditamos que a proposta de modernização trabalhista possa ser votada ainda no primeiro semestre", afirmou. 

Outras medidas. O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que é intenção do governo reduzir gradualmente as multas, pagas pelas empresas tendo o fundo como referência, em caso de demissão de funcionários.

"Isso vai melhorar a eficiência da economia, vai reduzir o custo do empresário", afirmou. Ministro citou ainda outras ações do governo, como as mudanças nos parâmetros do programa Minha Casa, Minha Vida. "Fizemos, na semana passada, a renovação do programa Minha Casa, Minha Vida. Significa, na prática, juros mais baratos para as famílias", disse.

Dyogo citou também que famílias com dificuldades para pagar prestação de financiamento poderá sacar até o equivalente a 12 prestações do FGTS. Antes, eram três prestações. "Medidas demonstram sensibilidade com a situação do trabalhador. Os trabalhadores começarão a ter acesso a estes recursos e poderão saldar dívidas e voltar a consumir, a dinamizar a economia brasileira", disse.

(CARLA ARAÚJO E FABRÍCIO DE CASTRO)

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