Veja as diferenças de CDBs e fundos prefixados

Para fazer uma boa opção entre um Certificados de Depósito Bancário (CDB) e um fundo de renda fixa prefixado, o investidor precisa comparar as perspectivas de rentabilidade dos produtos e os custos de cada um deles. Nessa escolha, a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) é o primeiro custo a ser observado. Trata-se de um custo debitado da conta corrente do investidor no ato da aplicação. A alíquota é de 0,30% e, em 18 de março, sobe para 0,38%. A diferença entre os dois investimentos é que, no caso do CDB, o desconto acontecerá todas as vezes que o cliente for reinvestir seu dinheiro, ou seja, sempre que o título vencer e, se o cliente for reaplicá-lo, a CPMF será cobrada. No caso do fundo de renda fixa prefixado, essa cobrança acontece apenas na primeira vez em que o dinheiro sai da conta corrente do cliente e é transferido para o fundo. Imposto de Renda Os fundos de renda fixa prefixados pagam Imposto de Renda (IR) de 20% sobre o rendimento mensal. Nesse caso, mesmo que o cliente não saque recursos, o ganho conseguido será tributado. Para o CDB, a alíquota de IR é igual. Mas, o desconto acontece apenas no resgate. Trata-se de uma vantagem dos CDBs de prazos mais longos - mais de 60 dias - sobre os fundos de investimentos. Taxa de Administração Esse tipo de custo incide apenas sobre os fundos de investimento. É uma taxa cobrada pelos administradoras das carteiras e varia de acordo com cada instituição. Na média, as taxas são inferiores a 10% ao ano, mas, em alguns casos, pode ficar acima disso. A incidência é sobre o capital total da carteira do fundo. No CDB não há esse tipo de custo. Risco O CDB é um título de renda fixa emitido por um banco. Nesse caso, é a instituição financeira que garante o pagamento do valor aplicado mais os juros prometidos. O risco desse papel vai depender da instituição emissora, ou seja, quanto mais arriscada, maior os juros oferecidos como remuneração. Por isso, é importante fazer um levantamento das taxas médias oferecidas pelos bancos e comparar com os juros do CDB da instituição em que será colocado os recursos. Os fundos de renda fixa prefixados tendem a apresentar um risco menor. Porém, isso vai depender da gestão da carteira e da saúde financeira dos papéis alocados. Vale lembrar que se o fundo fizer uma operação que gere prejuízos grandes, ou seja, acima do patrimônio, seus cotistas serão chamados a colocar mais dinheiro, ampliando o prejuízo, para honrar seu compromisso. O fundo, vale sempre lembrar, é uma associação de cotistas. Se o fundo deve ao mercado, os cotistas precisam pagar esta dívida. Por isso, o investidor de fundos deve ler com muita atenção o regulamento, para conhecer o nível de risco que está assumindo. Veja mais informações no link abaixo. Para ambos os investimentos, há o risco de assumir uma aplicação com taxas prefixadas. Nesse caso, qualquer motivo que eleve os juros no futuro pode fazer com que a rentabilidade da aplicação fique abaixo do que a remuneração das aplicações indexadas aos juros estarão pagando no vencimento do papel. A única diferença, nesse caso, é que os fundos têm liquidez diária, enquanto os CDBs só podem ser resgatados no vencimento.

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