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Velloso não defende ações para reduzir queda do dólar

O especialista em Contas Públicas, Raul Velloso, acredita que há o risco de a ação do Banco Central de comprar dólares nesta manhã indicar ao mercado que há um piso mínimo para o câmbio. "Há analistas que podem interpretar a atuação do BC desta forma. Contudo, o governo também não pode deixar o dólar cair muito porque é muito ruim a economia estar sob oscilações bruscas para cima e para baixo da moeda norte-americana." Velloso, contudo, não defende outras ações sistemáticas do governo para coibir a valorização do real frente ao dólar. "O momento está para câmbio ou inflação? Como é muito mais urgente cuidar da expansão do custo de vida, o câmbio é menos prioritário, embora seja importante."PerspectivasVelloso estimou que os juros reais - juros nominais descontada a inflação - subirão de 8,3% em 2004 para 10,1% em 2005. Ele ressaltou, porém, que o aumento nominal da dívida pública, eventualmente provocado pela elevação de juros, precisa ser relativizado porque há fatores que diminuem a dívida pública, como o aumento do PIB e o próprio superávit primário, que neste ano está programado a chegar a 4,5% do PIB. Para 2005, Raul Velloso acredita que o PIB crescerá 3,5%, abaixo dos 5% que estima que o País alcançara em 2004.Ele avalia que em 2005 a dívida pública federal ficará abaixo de 54% do PIB. Isso se o superávit primário ficasse em 3,75% do PIB, segundo ele. "Como há a possibilidade de que essa taxa (superávit) chegue a 4,25% do PIB, é bem provável que a relação dívida/PIB alcance o patamar inferior aos 54%", afirmou.

Agencia Estado,

06 de dezembro de 2004 | 15h20

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