Velocidade da internet oferecida pelo PNBL está defasada, admite Telebrás

Para presidente da empresa, contudo, maior barreira ao plano de banda larga popular ainda é o alto custo do kit de equipamentos de instalação da internet 

Eduardo Rodrigues, da Agência Estado,

20 de junho de 2012 | 18h23

BRASÍLIA - O presidente da Telebrás, Caio Bonilha, reconheceu há pouco que a velocidade de internet oferecida pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) - lançado há um ano - já está defasada e disse que a estatal estuda aumentar a capacidade fornecida para que os provedores de sua rede possam aumentar o fluxo de dados dos atuais 1 megabits por segundo (Mbps) para até 2 Mbps.

"Os pacotes atuais já estão defasados em algumas regiões e temos que nos adaptar ao mercado", afirmou ele após encontro com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que pela manhã já havia sinalizado inclusive com a revisão dos contratos do governo com as teles para aumentar a velocidade do PNBL.

Para Bonilha, porém, a maior barreira ao plano de banda larga popular ainda é o alto custo do kit de equipamentos de instalação da internet. Segundo ele, o conjunto importado com um modem e uma antena custa atualmente entre R$ 200 e R$ 250, mas empresas nacionais poderiam oferecer o mesmo equipamento por cerca de R$ 100. "Isso é o mais importante nesse momento", avaliou.

De acordo com dados apresentados por ele ao ministro, a Telebrás chegará a R$ 100 milhões em investimentos de janeiro até o fim de junho e, conforme o orçamento da estatal para 2012, concluirá o ano com R$ 400 milhões investidos. Os recursos serão empregados principalmente no próprio PNBL, além dos projetos do satélite nacional e dos novos cabos submarinos.

 
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