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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Vencedores investirão R$ 5,1 bi em 5 anos

Mas, durante 25 anos, o valor previsto chegará a R$ 20 bilhões

Renée Pereira, O Estadao de S.Paulo

09 de outubro de 2007 | 00h00

Os vencedores dos sete lotes de rodovias federais terão de investir, já nos primeiros cinco anos de concessão, um volume da ordem de R$ 5,1 bilhões na duplicação e restauração dos pavimentos das rodovias. Isso significa 56% do volume total, de R$ 9,1 bilhões, previsto pelo governo federal durante os 25 anos de concessão, segundo cálculos da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib).O valor não considera, porém, os custos operacionais, de cerca de R$ 10,9 bilhões, definidos pelo governo para as concessionárias gastarem durante o contrato. Esse montante será injetado no atendimento médico, serviços de guinchos, inspeção de tráfego, bases para pesagem móvel e fixa e equipamentos telefônicos a cada quilômetro, entre outros. Somando os dois valores, chega-se ao montante de R$ 20 bilhões definidos como obrigatórios nos editais de concessão.A rodovia que exigirá maior volume de investimento é a Fernão Dias (BR-381), entre Belo Horizonte (MG) e São Paulo. Segundo os dados dos editais, o volume, durante os 25 anos de contrato, é de cerca de R$ 4,6 bilhões. Em seguida aparece a Regis Bittencourt (BR-116), entre São Paulo e Paraná, que exigirá cerca de R$ 4,3 bilhões.Na avaliação da Abdib, os números ratificam o benefício do modelo de concessão nas estradas, já que o usuário receberá a maior parte dos benefícios nos primeiros anos. ''''Mais que o forte volume de investimentos no período inicial, a maior movimentação da economia por causa dos gastos nas atividades operacionais resultará em geração de emprego, tanto diretos como indiretos'''', explica o presidente da entidade, Paulo Godoy.Segundo ele, se a trajetória de crescimento econômico verificado até agora no País continuar, haverá espaço para a expansão do programa de concessões de rodovias federais. ''''Com a expectativa de crescimento da renda e de usuários, a expansão da economia mostrará que mais trechos podem ser financiados por meio de pedágios'''', completa Godoy.Na avaliação do presidente da Associação Nacional do Transporte de Carga & Logística (NTC), Geraldo Vianna, as concessões rodoviárias são uma solução inevitável no Brasil. ''''Precisamos deixar de lado alguns preconceitos, que atrasaram tanto a realização desse leilão, e assumir que sozinho o Estado não consegue dar conta do recado'''', diz o executivo. Para ele, entregar a operação dessas rodovias para a iniciativa privada é quase um sonho, já que o processo de licitação se arrasta há oito anos.Apesar dos baixos preços estabelecidos pelo governo nos editais, ele acredita que a disputa na Bovespa hoje vai ser boa, especialmente em relação aos lotes da Fernão Dias e da Regis Bittencourt. ''''Estamos com uma expectativa bastante positiva para esse leilão.''''

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