Venda da Cesp fica para 2º semestre de 2017

Nova previsão do governo de São Paulo estica prazo para a privatização, antes cogitada para o início do ano

Luciana Collet, O Estado de S. Paulo

11 Dezembro 2016 | 05h00

A privatização da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) pode ficar para o segundo semestre do ano que vem, disse ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos de Souza Meirelles. A declaração indica um cronograma mais elástico em relação ao prazo dado anteriormente por outros agentes do governo, que apontavam para a realização do leilão até o fim do primeiro semestre de 2017. “É possível ser no primeiro semestre, mas é mais provável no segundo semestre, para não ter açodamento”, afirmou.

Ele lembrou que o serviço de análise econômico-financeira da companhia e modelagem da privatização já foi contratado e a avaliação terá de ser feita em 90 dias. “A partir daí, se os valores estiverem em ordem, teremos que ir aos editais.”

Ele minimizou o impacto da provável redução da garantia física da usina Porto Primavera, principal ativo da companhia. “Isso precisará ser apropriado uma vez definido”, disse, referindo-se ao fato de que atualmente a revisão da energia assegurada para essa e outras hidrelétricas está em análise. No caso de Porto Primavera, avalia-se a possibilidade de diminuição da garantia física em um porcentual superior a 10%, em duas etapas. Com isso, a companhia teria a permissão para vender em contratos de longo prazo um volume menor de energia.

Meirelles preferiu destacar “outros fatos mais positivos” para a avaliação do valor da Cesp, como a publicação da lei 13.360, conversão da medida provisória 735, que permite a venda de empresas estatais com outorga de novos contratos de concessão. Com isso, destacou o secretário, haveria a possibilidade de o novo controlador da geradora obter a concessão da usina por um novo prazo de 30 anos.

Segundo o secretário, a venda da distribuidora Celg-D, até agora controlada pela Eletrobras e pelo governo de Goiás, para a italiana Enel, por um ágio de 28%, mostrou que o mercado está “excitado e ativo” e que há compradores para ativos de energia no Brasil.

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