Tasso Marcelo/Agência Estado
Tasso Marcelo/Agência Estado

Venda da Fibria impulsiona lucro do grupo Votorantim no 1º trimestre

Resultado do grupo da família Ermírio de Moraes foi turbinado pela conclusão da venda de gigante da celulose para a Suzano

Mônica Scaramuzzo, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2019 | 10h00

Turbinado pela conclusão da venda da gigante de celulose Fibria para a Suzano, o lucro do grupo Votorantim, da família Ermírio de Moraes, atingiu R$ 4,4 bilhões  no primeiro trimestre, valor 29 vezes maior que o do mesmo período do ano passado (R$ 150 milhões).

A receita líquida do conglomerado, que tem negócios nas áreas de cimento, energia, metais, suco de laranja e banco, totalizou R$ 6,7 bilhões de janeiro a março deste ano, um crescimento de 5% sobre o primeiro trimestre de 2018.

O maior faturamento do grupo foi puxado, em boa parte, pelos resultados da divisão de cimentos no Brasil e na América Latina, aumento do volume de vendas de alumínio e o efeito da desvalorização cambial na consolidação das operações no exterior, informou o grupo em comunicado. 

No ano passado, o grupo Votorantim deu dois importantes passos estratégicos. Um deles foi a venda da Fibria, gigante global de celulose, anunciada em março do ano passado, para o grupo Suzano, da família Feffer.

O outro foi a compra do controle da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), em parceria com o fundo de pensão canadense CPPIB, em outubro do ano passado.

Mais capitalizado com a venda da empresa de celulose, o grupo fez um aumento de capital  de R$ 2 bilhões na empresa de cimentos, uma das maiores divisões de negócios da companhia.

No fim de março, a Votorantim encerrou com dívida bruta consolidada de R$ 20,3 bilhões, uma redução de 17% em relação ao final de dezembro.

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