Venda da Nossa Caixa será concluída no meu retorno, diz Lula

Presidente afirma que vai se reunir com Mantega e Serra para saber se há possibilidade de fechar a negociação

Leonêncio Nossa, da Agência Estado,

13 de novembro de 2008 | 11h51

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira, 13, que só quando retornar ao Brasil, na próxima semana, a negociação em torno da compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil, deverá ser concluída. "Vou ter uma conversa com o ministro Guido Mantega (Fazenda), o governador José Serra (São Paulo) e o Banco do Brasil, para saber se há possibilidade", afirmou Lula, em entrevista coletiva, na sede da embaixada do Brasil, em Roma, antes de embarcar para Washington.   Veja também: Nossa Caixa reverte prejuízo e lucra RS 69,8 mi  Banco do Brasil registra ganhos de R$ 1,8 bilhão   Lula quer Banco do Brasil de volta ao topo do ranking BB emitirá 2,93 mi de ações na incorporação do Banco do Piauí De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos   "Se for um negócio comercial e de interesse do Banco do Brasil e se tivermos recursos, que seja feito" , acrescentou. Lula não entrou em detalhes, mas integrantes de sua comitiva disseram que a negociação está "bem adiantada".   "Se trata de um negócio. A economia está tão vulnerável, que com uma notícia dessa, ou qualquer coisa aí, a bolsa (de valores) já sobe ou desce", observou. Ele disse também que o desejo do governo paulista em receber mais em dinheiro do em títulos, na venda da Nossa Caixa ainda está sendo analisado. "Primeiro é preciso saber se nós temos (dinheiro)", afirmou.   MP 443   O presidente da Nossa Caixa, Milton Luiz de Mello Santos, afirmou nesta quinta que, com a aprovação da Medida Provisória 443, que autoriza o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a comprarem instituições financeiras sem a necessidade de licitação, o "desenlace" da negociação de compra pelo BB deve ocorrer "em um prazo bem mais rápido".   Ele evitou cravar prazos para a concretização do negócio, limitando-se a dizer que o processo "está evoluindo" e que todos esperam uma conclusão "o mais rápido possível". Segundo Santos, "se vier a ocorrer esta transação", o BB dará à Nossa Caixa uma "capacidade extraordinária" de elevar a oferta de crédito a pessoas jurídicas. "Comparativamente aos nossos ativos totais (que somaram R$ 53,4 bilhões no terceiro trimestre), os R$ 2,9 bilhões que direcionamos às empresas no período são um volume muito pequeno", comentou, durante coletiva para comentar os resultados contábeis do banco.   A instituição tem procurado atingir o público corporativo com a abertura de agências "corporate", sendo que o mais novo posto será aberto na região de Ribeirão Preto. Também está apostando no público de alta renda com o lançamento do segmento "premium" no banco.   A Nossa Caixa também vislumbra, se a compra do BB aumentar seu poder de fogo, elevar sua presença entre os servidores públicos. "Temos um amplo espaço para crescer neste segmento", afirmou. De acordo com ele, da base de 5,7 milhões de clientes da Nossa Caixa, 1,1 milhão são servidores públicos do Estado, os quais recebem mensalmente uma média de R$ 2,4 bilhões.   (com Michelly Teixeira, da Agência Estado)

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