Venda de aço na distribuição cresce 42% em doze meses

Na comparação com outubro deste ano, as vendas do metal apresentaram ligeiro recuo de 1,8%

Natalia Gómez, da Agência Estado,

18 de dezembro de 2009 | 13h23

As vendas do setor de distribuição de aço cresceram 42% em novembro ante o mesmo mês do ano passado, somando 316 mil toneladas, segundo dados do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda). Na comparação com outubro de 2009, as vendas apresentaram ligeiro recuo de 1,8%. Segundo o presidente do Inda, Carlos Loureiro, o mês passado foi o melhor novembro da história, superando as vendas de novembro de 2007, que tinham sido as maiores até então. Para o fechamento do ano, entretanto, o instituto prevê uma queda de 9% nas vendas, para 3,382 milhões de toneladas. O número, embora negativo, é melhor que a projeção feita no início do ano, de queda de 20%.

 

A previsão para 2010 foi mantida, com uma alta de 15% nas vendas, atingindo 3,88 milhões de toneladas. Esse volume superaria as vendas recordes de 2008, quando o setor vendeu 3,716 milhões de toneladas.

 

De acordo com Loureiro, no acumulado de janeiro a novembro de 2009, as vendas do setor caíram 12,2% para 3,136 milhões de toneladas. Alguns segmentos apresentaram queda nas vendas, como o de chapas grossas e bobinas a quente, usadas em equipamentos e projetos de infraestrutura, enquanto as bobinas a frio e os galvanizados, usados na indústria automotiva e linha branco, apresentaram crescimento.

 

"Os setores ligados ao consumo estão crescendo mais rápido", disse. No acumulado do ano, as vendas de bobinas a frio cresceram 6% para 688 mil toneladas; as vendas de galvanizados cresceram 3% para 476 mil toneladas. As bobinas a quente tiveram queda de 17% para 1,597 milhão, enquanto as chapas grossas recuaram 27% para 345 mil toneladas.

 

Para 2010, o setor de distribuição, que atende à pequena e média indústria e representa cerca de um terço das vendas nacionais de aço, espera que os segmentos ligados ao consumo continuem a se destacar, enquanto os demais terão uma recuperação mais lenta.

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