Venda de ações do BB só depois das eleições

O Conselho Nacional de Desestatização (CND) concluiu na sexta-feira passada (20) o cronograma de oferta pulverizada de parte das ações do Banco do Brasil (BB) que não afetam o controle da instituição pela União. Segundo um dos participantes da reunião, encerrada na noite de sexta-feira no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a oferta das ações só será realizada depois do segundo turno das eleições, e o fechamento das propostas deverá ocorrer dia 29 de novembro. Ainda segundo a mesma fonte, o texto do edital já foi concluído e será ainda submetido a análise jurídica antes de sua publicação. A previsão dos participantes do CND é que o edital possa ser lançado em meados da próxima semana. Também foi definido que, logo depois das eleições, o governo fará campanha publicitária para venda das ações do BB. A decisão de deixar a oferta para depois das eleições tem o propósito de evitar o uso político do assunto. CondiçõesO governo vai realizar a venda pulverizada de 17,7% das ações ordinárias (ON, com direito a voto) do Banco do Brasil. Esse limite foi fixado na penúltima reunião do Conselho. Com a venda, o BB atingirá o critério de ter no mínimo 25% das ações ordinárias junto ao público, necessário para ingressar no chamado Novo Mercado de ações da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O governo espera arrecadar R$ 1,4 bilhão com a venda, considerando uma cotação entre R$ 10,00 e R$ 11,00 por lote de mil ações. Serão vendidas 131,48 bilhões de ações. O CND limitou em R$ 500 milhões o valor de recursos do FGTS que poderá ser utilizado pelos trabalhadores na aquisição das ações do BB. Será concedido um desconto de 5% para aquisições feitas em dinheiro com pagamento à vista.

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