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Venda de adubo deve ter recorde no país apesar de recuo nos grãos, diz FCStone

Muitos agentes do setor anteciparam compras de fertilizantes num momento em que a relação entre os preços do insumo com os produtos agrícolas estava mais favorável aos agricultores

REUTERS

14 de julho de 2014 | 17h22

O consumo de fertilizantes deve atingir recorde neste ano no Brasil, superando 32 milhões de toneladas, mesmo diante de um cenário de baixa nos preços internacionais de grãos, que poderia limitar a demanda pelo insumo da produção agrícola, avaliou a consultoria INTL FCStone.

Isso, em parte, porque muitos agentes do setor anteciparam compras de fertilizantes num momento em que a relação entre os preços do insumo com os produtos agrícolas estava mais favorável aos agricultores, disse nesta segunda-feira o analista da INTL FCStone, João Santucci.

"O investimento (em fertilizantes) deverá ser maior do que no ano passado... Pode até ter uma cautela, mas o que se nota é que já existe uma grande quantidade (de fertilizantes) que foi adquirida antecipadamente e deve ser entregue ao longo do ano", disse o analista à Reuters durante evento da consultoria.

No ano passado, as vendas de fertilizantes foram recordes em 31,08 milhões de toneladas, segundo acompanhamento da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda).

O mercado de grãos, sobretudo milho e soja, vive atualmente uma forte pressão de baixa, com preços internacionais de referência em queda diante das projeções de grandes safras nos Estados Unidos.

Segundo Santucci, o Paraná (segundo maior produtor de grãos do país), por exemplo, já havia comprado em abril cerca de 40 por cento de sua demanda para o ano de 2014, "um volume muito acima da média para esta época do ano no Estado".

As antecipações de compra, acrescentou, foram iniciadas a partir de final de novembro, quando os preços estavam "espetaculares do ponto de vista do produtor", fazendo com que as tradings adquirissem volumes importantes já para o ano de 2014.

Mas o analista ponderou que os preços dos ingredientes -- nitrogênio, potássio e fósforo (NPK, na sigla em inglês) --, usados na formulação dos fertilizantes, também estão em baixa.

O cloreto de potássio, por exemplo, estava no final de junho cerca de 100 dólares mais baixo do que no mesmo mês do ano passado, considerando o valor para entrega no porto de Paranaguá (PR).

O Brasil importou cerca de 70 por cento de sua demanda por fertilizantes em 2013. E, no caso do potássio, as importações correspondem a mais de 90 por cento do volume total consumido em uma safra.

(Por Fabíola Gomes; edição de Roberto Samora)

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