Venda de brinquedos cresce, mas ainda não compensa queda

As encomendas à indústria de brinquedos para o Dia das Crianças cresceram 12% em relação ao ano passado. Para o Natal, a projeção é de 5% de altas nas vendas sobre o Natal de 2002. Os números, entretanto, não serão suficientes para compensar a queda de 30% no faturamento do setor verificado no primeiro semestre de 2003. Em outras palavras, mesmo com 75% das vendas concentradas no segundo semestre, a indústria de brinquedos fechará o ano com faturamento igual ou pouco inferior ao verificado em 2002, segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Brinquedos (Abrinq), Sinesyo Baptista da Costa."Esquecemos a palavra recuperação neste ano", afirmou o executivo. Ele ressaltou, ainda, que o crescimento da produção tem uma base de comparação muito baixa o segundo semestre do ano passado. "Não podemos falar em retomada por enquanto." A indústria, segundo ele, parou o gatilho de demissões, mas ainda não há razões para comemorar. Foram duas mil vagas fechadas no primeiro semestre. Para 2004, no entanto, a indústria de brinquedos ganha novo ânimo. Fruto de investimentos de R$ 50 milhões, 1,2 mil novos brinquedos serão lançados. Caso o Banco Central reduza um pouco mais os juros neste ano, a produção para 2004 pode ser retomada já em janeiro. Estimativas anteriores indicavam que a produção só seria retomada em março.

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