Dida Sampaio/Estadão
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Venda de caças para o Brasil é oportunidade para ampliar negócios, diz premiê sueco

Contrato prevê troca de informações técnicas e operacionais, além de campo de instalação, treinamento e especialização de pilotos

Murilo Rodrigues Alves, O Estado de S. Paulo

02 de janeiro de 2015 | 15h36

BRASÍLIA - O primeiro-ministro sueco Stefan Löfven afirmou nesta sexta-feira, 2, que a venda dos caças Gripen NG para o Brasil deve servir como oportunidade para ampliar os negócios entre os dois países, em outros setores, como energia renovável, mineração, bioeconomia, informática, comunicação e saúde.




A compra pelo Brasil de 36 caças Gripen NG foi anunciada em dezembro de 2013. Após mais de dez anos de discussão, a presidente Dilma Rousseff decidiu pela aquisição dos caças da sueca Saab para a Força Aérea Brasileira (FAB) ao custo de US$ 5,4 bilhões. Foram preteridos os modelos Rafale, da francesa Dassault, e F-18, da americana Boeing.


Löfven, que foi metalúrgico assim como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que a expectativa é que esse negócio movimente não apenas a indústria de componentes industriais mas também outros segmentos, já que o acordo exige a transferência de tecnologia. O contrato prevê troca de informações técnicas, operacionais e suporte, além de campo de instalação, treinamento e especialização de pilotos.


Sobre detalhes como a forma de pagamento e a entrega dos caças e o interesse brasileiro por mais caças, Löfven afirmou que não tratou com a presidente Dilma, com quem se reuniu pela manhã, porque trata-se de negociações entre a Saab e o Brasil. Ele defendeu, porém, que a operação vai contribuir para a geração de empregos e o desenvolvimento tecnológico no País.


A venda dos caças ao Brasil deu visibilidade ao produto sueco. O Gripen é utilizado atualmente por África do Sul, Tailândia, Hungria e República Tcheca. Eslováquia e Índia demonstraram interesse em adquiri-lo. A operação deve ser essencial para ampliar a venda dos caças para os países mais próximos ao Brasil, como a Argentina. O primeiro-ministro, porém, não confirmou o interesse dos argentinos no produto.

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