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Venda de carros aponta leve recuperação

Crescimento de 0,18% na primeira metade de outubro foi puxado pelo segmento de caminhões e ônibus, que apresentou alta de 4,65%

CLEIDE SILVA, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2011 | 03h06

Ainda com estoques elevados, suficientes para mais de um mês de vendas, a indústria automobilística continua patinando nas vendas, depois de queda de 4,9% no mês passado na comparação com agosto. O setor obteve na primeira quinzena de outubro leve recuperação, mas puxada pelo segmento de caminhões e ônibus.

Foram licenciados 152.080 veículos novos neste mês, 0,18% mais que no mesmo período de setembro e 2,62% melhor que os números do mesmo mês de 2010. No ano, o setor acumula crescimento de 7%, com 2,834 milhões de unidades, recorde para o período. As vendas de caminhões e ônibus tiveram alta de 4,65% na comparação com a primeira metade de setembro e de 23% em relação a igual intervalo de outubro do ano passado, e somaram 9,75 mil unidades.

Já o segmento de automóveis e comerciais leves, que representa mais de 90% dos negócios do setor, caiu 0,11% no comparativo com o mês passado e teve pequena elevação de 1,47% em relação aos dados de um ano atrás.

Segundo pesquisa da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram licenciados 142,3 mil carros, picapes e utilitários na primeira metade do mês.

Em setembro, as vendas totais de veículos somaram 311,6 mil unidades. Volume similar é esperado para este mês pelas montadoras, mas a consultoria MSantos, especializada no varejo de carros, acredita que o mercado não passará de 280 mil unidades.

"O desaquecimento do mercado, o alto endividamento dos consumidores e a dificuldade em obter crédito, depois das medidas de restrição adotadas pelo governo, estão provocando a desaceleração das vendas", disse Ayrton Fontes, economista da MSantos. Ele lembrou que a inadimplência nos financiamentos de carros passou de 2,6% dos contratos em janeiro para 4,4% em setembro. "As medidas macroprudenciais atingiram principalmente a classe média emergente que comprava carro em 60 prestações sem entrada."

Férias. Com os estoques acima de 300 mil veículos, as montadoras passaram a dar férias coletivas e a suspender trabalho extra.

A General Motors anunciou na terça-feira um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para o pessoal administrativo em todas as suas fábricas e para o pessoal produtivo da unidade de São José dos Campos (SP).

A empresa alega, porém, tratar-se de redução de custos e não de problemas de mercado (leia abaixo).

Na primeira metade de outubro, o Fiat Uno vendeu 11.672 unidades, ficando à frente do Volkswagen Gol em 285 unidades.

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