Venda de carros cai em maio, mas é recorde no ano

Nos 5 meses do ano, as vendas somaram 1,151 milhão de unidades, com crescimento de 30,3%

Beth Moreira, da Agência Estado,

05 de junho de 2008 | 12h38

As vendas totais de veículos no mercado brasileiro totalizaram 242 mil unidades em maio, o que representa uma queda de 7,4% em relação a abril. Na comparação com maio do ano passado, houve um crescimento de 14,6%, segundo dados divulgados na manhã desta quinta-feira, 5, pela Anfavea. No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, as vendas somaram 1,151 milhão de unidades, com crescimento de 30,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Trata-se de um recorde para o período. Segundo a entidade, as exportações somaram US$ 1,111 bilhão em maio, o que representa uma queda de 11,1% ante abril. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as vendas externas totalizaram US$ 5,619 bilhões, alta de 10,6% ante o mesmo período do ano passado.  A produção de veículos em maio somou 289,9 mil unidades, com redução de 3,5% ante abril e alta de 12,2% em relação a maio do ano passado. No acumulado do ano, a produção totalizou 1,380 milhão de unidades, crescimento de 21% ante o mesmo período do passado e também recorde para o setor. O presidente da instituição, Jackson Schneider, afirmou que a expansão do crédito continua sendo o principal motor do desempenho recorde do setor em produção e vendas. De acordo com a entidade, em abril de 2008, o volume de crédito disponível ao setor era de R$ 84,2 bilhões, o que representa um crescimento de 23,3% em relação ao mesmo mês do ano passado.  Projeções A queda nas vendas em maio não mudou as perspectivas de crescimento do setor em 2008. Pelo contrário, a Anfavea revisou os números para cima. Segundo Schneider, a nova expectativa é que as vendas internas somem 3,060 milhões de unidades neste ano, o que representa um aumento de 24,2% sobre as vendas registradas em 2007. A previsão inicial era de alta de 17,5% nas vendas. Para a produção, a nova projeção é de 3,425 milhões veículos, excluindo-se máquinas agrícolas, o que corresponde a um aumento de 15%, ante projeção inicial de crescimento de 8,9%. Para as exportações, a nova expectativa é de venda de 780 mil unidades, o que representa uma queda de 1% sobre 2007. Anteriormente, a previsão era de queda de 5,1%. Em valores, a estimativa é de que as exportações alcancem US$ 14,5 bilhões, com alta de 7,4%. Inicialmente a expectativa era de estabilidade em relação ao ano anterior. "A indústria automobilística brasileira entrou em um novo patamar de produção e vendas, o que nos levou a revisar as projeções para o ano de 2008", disse Schneider. De acordo com ele, o setor consolidou-se em um nível de vendas de 220 mil unidades por mês, e não deverá registrar grandes saltos daqui para a frente. Para o executivo, a indústria deve continuar atraindo novos investimentos, mesmo com o crescimento menor esperado para o futuro. Ele lembrou que as montadoras programam investimentos de US$ 5 bilhões para este ano e que para o período de 2008 a 2010, a cadeia investirá US$ 20 bilhões. Schneider ressaltou que a indústria começa 2009 com uma capacidade de produção de 4 milhões de unidades e que isso é suficiente para atender à demanda.

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