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Venda de cerveja no País sobe 12%; Ambev lucra 5,8% mais

Crescimento no consumo da bebida deve-se ao aumento da renda e a ganhos de participação de mercado

Nathália Ferreira, Aline Cury Zampieri e Tatiana Freitas, da Agência Estado,

12 de novembro de 2009 | 09h35

As vendas de cerveja da AmBev no Brasil apresentaram um crescimento de 12,3% no terceiro trimestre de 2009, na comparação com igual período de 2008, somando 18 milhões de hectolitros, de acordo com informações do balanço financeiro divulgado há pouco pela companhia. A empresa atribuiu o avanço ao crescimento real da renda pelo terceiro trimestre consecutivo e ganhos de participação de mercado. No intervalo, o market share médio da AmBev ficou em 69,4%, 218 pontos-base acima do apurado no mesmo período do ano anterior, segundo a Nielsen.

 

"Nós conseguimos superar o crescimento do mercado através do sucesso de nossas inovações", comentou o diretor geral da AmBev, João Castro Neves, no relatório de administração. A receita líquida da operação de cerveja no Brasil, o principal negócio da companhia, subiu 12,1% em relação ao terceiro trimestre de 2008, para R$ 2,75 bilhões no período. A margem Ebitda avançou 0,7 ponto porcentual, para 48,7%. O Ebitda somou R$ 1,34 bilhão, com um avanço 12,8%.

 

A AmBev registrou lucro líquido de R$ 1,230 bilhão no terceiro trimestre de 2009, um aumento de 5,8% sobre o R$ 1,163 bilhão de igual período de 2008. A receita líquida somou R$ 5,411 bilhões, com alta de 12,7%, e o lucro bruto foi de R$ 3,552 bilhões, com aumento de 14,5%. O Ebitda cresceu 13,8%, para R$ 2,372 bilhões, e a margem passou de 43,4% para 43,8%. Os números são consolidados.

 

As vendas totais da AmBev cresceram 4,7% no terceiro trimestre de 2009, em comparação com o mesmo trimestre do ano passado, somando 36,3 milhões de hectolitros. As operações no Brasil puxaram o desempenho da empresa, com um avanço de 9,5% no volume total de vendas, para 24,31 milhões de hectolitros.

 

Nas outras regiões onde atua, a AmBev não registrou crescimento, com exceção de um leve avanço no Canadá. No norte da América Latina (Hila-ex), as vendas foram de 1,49 milhão de hectolitros no terceiro trimestre, queda de 4,5% em comparação com o mesmo período do ano passado. A empresa atribui o comportamento ao "cenário econômico mais desafiador".

 

No sul da América Latina (Quinsa), as vendas caíram 5,6%, para 7,20 milhões de hectolitros. "Nossos países na região continuam enfrentando uma desaceleração significativa no crescimento dos volumes da indústria no período", comentou a empresa no relatório de administração. Na Quinsa, o volume de vendas de cerveja caiu 2% e o de não alcoólicos, -10,7%.

 

Perdas com derivativos

 

O resultado financeiro líquido da AmBev, por outro lado, ficou negativo em R$ 243,1 milhões no terceiro trimestre de 2009, praticamente estável em relação à despesa líquida de R$ 262 milhões apurada no mesmo período de 2008.

 

A empresa teve menor despesa com juros no intervalo, de R$ 178 milhões ante R$ 308 milhões no terceiro trimestre de 2008, devido ao pagamento de dívidas que venceram no período. Em contrapartida, a companhia reportou perda de R$ 79,9 milhões em instrumentos derivativos e não derivativos, ante ganho de R$ 53,4 milhões nessa linha em igual intervalo do ano passado.

 

O pagamento de dívidas de R$ 1,7 bilhão em 13 de abril e de R$ 800 milhões em debêntures em julho contribuiu para a diminuição da dívida consolidada da AmBev, que caiu de R$ 10,657 bilhões, em dezembro de 2008, para R$ 7,804 bilhões ao final de setembro.

 

Anheuser-Busch InBev

 

A cervejaria belgo-brasileira Anheuser-Busch InBev (AB InBev) informou que seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), ajustado por itens extraordinários, ficou em US$ 3,55 bilhões no terceiro trimestre, estável em comparação a igual período do ano passado. A empresa é formada pela aquisição da americana Anheuser-Busch pela belgo-brasileira InBev (que por sua vez surgiu da união entre Interbrew e AmBev). Analistas esperavam um Ebitda ajustado de US$ 3,50 bilhões.

 

O lucro líquido para o trimestre foi de US$ 1,55 bilhão, incluindo US$ 412 milhões em itens extraordinários, principalmente ganhos de capital com a venda dos negócios na Coreia do Sul e encargos de reestruturação. A AB InBev não forneceu dados pro forma sobre o lucro líquido no terceiro trimestre do ano passado, que antecedeu a conclusão do acordo de compra da Anheuser em novembro de 2008.

As vendas caíram 10,4% para US$ 9,76 bilhões, de 10,9% bilhões um ano antes, devido ao fraco volume de vendas e impactos cambiais, principalmente a fraqueza do real em relação ao dólar.

 

Os cortes de custos com a compra da Anheuser ajudaram a compensar o declínio das vendas e os impactos cambiais, informou a cervejaria. A AB InBev também disse que está no caminho para atingir US$ 2,25 bilhões em cortes totais de custos da fusão

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