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Venda de combustíveis é maior que em março de 2008

Segundo presidente da Petrobras, aumento do volume vendido é sinal de 'certa recuperação' da economia

Nicola Pamplona, de O Estado de S. Paulo,

31 de março de 2009 | 16h13

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, informou nesta terça-feira, 31, que as vendas de combustíveis apresentaram sinais de recuperação em março. Sem citar números, o executivo afirmou que o volume vendido pelas refinarias da estatal até o dia 25 deste mês foi maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior.

 

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"É um sinal de que a economia teve certa recuperação. Mas ainda é cedo para dizer se é uma tendência, se o cenário vai se repetir", disse o executivo, em entrevista após palestra promovida pelo Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças (Ibef). Gabrielli não detalhou também quais tipos de combustíveis apresentaram alta no consumo. "É o mercado como um todo", limitou-se a dizer.

 

A informação foi dada como exemplo de que ainda não é possível prever o comportamento da economia no curto prazo. Gabrielli falava sobre as dificuldades de seus fornecedores na busca por crédito para financiamento ou capital de giro, questão considerada um dos pontos críticos para a execução do plano de investimentos da companhia.

 

A Petrobras já vem antecipando pagamentos a fornecedores e trabalha na criação de Fundos de Direitos Creditórios (Fdic's), mas o executivo disse que a companhia pode sofrer alguma pressão dos fornecedores caso os efeitos da crise se aprofundem. Entre dezembro e janeiro, a companhia antecipou R$ 1,260 bilhão em pagamentos aos fornecedores. Gabrielli não soube informar o valor registrado em fevereiro.

 

O presidente da Petrobras abriu sua palestra explicando aos executivos o porquê da demora em reduzir os preços da gasolina. Segundo ele, os mercados futuros apontam alta de preços nos próximos meses, em um sinal de que a instabilidade ainda não acabou.

 

Gás

 

Gabrielli afirmou ainda que os leilões de gás que a companhia começa a promover este mês têm como objetivo encontrar mercado para o gás contratado pelas térmicas, hoje sem uso por causa das boas perspectivas de chuvas. "A demanda de gás depende muito das térmicas, que dependem da expectativa de chuvas. É um fator que não está sob nosso controle", disse o executivo. "Mas a infraestrutura tem que estar disponível", completou.

 

Ou seja, enquanto as térmicas não gerarem, a Petrobras fica com volumes ociosos de gás natural. Por isso, criou uma nova modalidade de contratos, de curto prazo, em busca de clientes das distribuidoras que podem escolher que combustível usar.

 

 

Segundo Gabrielli, a relação de preços entre o gás e o óleo combustível hoje é favorável ao primeiro, o que poderia atrair interessados nos novos contratos. "É mais uma medida para flexibilizar a demanda de gás", afirmou o presidente da Petrobras. A oferta, disse, já vem sendo flexibilizada com a instalação de terminais de gás natural liquefeito (GNL). O primeiro leilão será realizado no dia 15 de abril, com edital divulgado já nesta sexta-feira.

 

Gabrielli não quis adiantar quais serão os preços sugeridos - os vencedores serão as empresas que apresentarem maiores valores pelos lotes. O volume negociado, disse o executivo, também depende da demanda.

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