Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Venda de fatias da Infraero em concessões, de R$ 8 bi, vai para caixa da estatal

A conta não inclui o aeroporto de Viracopos (SP), porque a concessão foi devolvida ao governo federal

Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2017 | 14h41

BRASÍLIA - As participações de 49% da Infraero nos consórcios que administram os aeroportos concedidos somam algo em torno de R$ 8 bilhões, disse o secretário de Aviação Civil, Dario Lopes, após reunião na Casa Civil para discutir a nova rodada de concessões. A conta não inclui o aeroporto de Viracopos (SP), porque a concessão foi devolvida ao governo federal e o trâmite, nesse caso, é diferente.

A ideia é que esses recursos sejam injetados na própria Infraero, segundo foi discutido na reunião. Mas, do ponto de vista do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, isso não é suficiente para garantir a sustentabilidade da empresa a longo prazo. A manutenção da Infraero é a principal razão por que a pasta dos Transportes é contra a concessão, no ano que vem, do aeroporto de Congonhas. Mesmo que o aeroporto de Santos Dumont (RJ) não seja mais concedido e permaneça com a Infraero, como foi discutido há pouco, a avaliação é que as receitas não serão suficientes para preservar a estatal.

O valor exato das participações depende de uma avaliação que ainda está sendo feita. Também será definida a forma como essas participações serão vendidas. Por isso, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Wellington Moreira Franco, não quis falar em cifras.

Na reunião de hoje, não foi possível conciliar as posições do Ministério dos Transportes e do Ministério do Planejamento, que divergiram abertamente quanto à concessão do aeroporto de Congonhas. A pasta dos Transportes está isolada nessa discussão, mas a decisão oficial só será tomada na reunião do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), marcada para o próximo dia 23.

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A proposta dos Transportes para o PPI será a inclusão de dois blocos unindo aeroportos lucrativos com deficitários: um no Nordeste, liderado por Recife (PE), e um no Centro-oeste, liderado por Cuiabá (MT). A concessão de Congonhas deverá ser proposta do Planejamento.

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa, não compareceu à reunião. Ele participava de solenidade na Base Aérea de Brasília, na qual o presidente Michel Temer liberou recursos para seu Estado, Alagoas.

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