Venda de imóveis despenca nos EUA, mas atividade sobe

As vendas de novas moradias nosEstados Unidos caíram em novembro para a menor taxa registradadesde 1995, mas a atividade econômica subiu no período, deacordo com relatórios divulgados nesta sexta-feira que mostramalguns bolsões de crescimento apesar da desaceleração do setorimobiliário. A venda de casas novas registrou uma queda de 9 por cento,para uma taxa anual de 647 mil unidades em novembro, ante dadorevisado para baixo em outubro de 711 mil unidades, informou oDepartamento de Comércio. Analistas consultados pela Reuters esperavam uma taxa anualajustada de venda de 720 mil unidades para o período. O aumento das execuções hipotecárias e dos calotes nospagamentos afetou os mercados financeiros nos últimos meses.Bancos registraram baixas contábeis de dezenas de bilhões dedólares em créditos ruins, e as taxas de juros dosfinanciamentos subiram, o que ameaça travar o crescimentoeconômico dos Estados Unidos. O Federal Reserve, o banco central dos EUA, reduziu suataxa básica de juro três vezes desde meados de setembro, numesforço para impulsionar a economia. Analistas esperam novoscortes do juro a partir do início de 2008. Os dados sobre vendas desta sexta-feira sugerem que omercado de imóveis novos pode ter espaço para novas quedas, jáque os estoques de casas à venda subiram para 9,3 meses antetaxa de 8,8 meses em outubro. O preço médio de venda para umacasa nova no mês passado caiu para 239.100 dólares, ante240.100 dólares no mesmo período do ano passado. SETOR MANUFATUREIRO EM ALTA Fora do setor imobiliário, a economia dos EUA parece estarmais forte, já que a atividade se expandiu no Meio-Oeste dopaís e na cidade de Nova York em dezembro, de acordo com outrosrelatórios divulgados também nesta sexta. O índice de atividade da Associação Nacional dos Gerentesde Compra de Chicago subiu para uma leitura de 56,6 pontos nomês, o patamar mais alto desde junho, ante 52,9 em novembro.Economistas esperavam uma leitura de 51,8. Dados acima de 50pontos indicam expansão. O indicador da associação de Nova York subiu para 449,1pontos em dezembro, ante 445 pontos em novembro, o terceiroaumento mensal consecutivo. "Pode-se dizer que o setor manufatureiro não está na beirado abismo, e embora estejamos vendo uma desaceleração (naeconomia como um todo), ao menos o segmento industrial vaicontinuar dando suporte para a economia", afirmou Kurt Brunner,administrador de porfólio do Swarthmore Group, na Filadélfia. (Reportagem adicional de Ellen Freilich, Kristina Cooke eChris Reese, em Nova York, e Ros Krasny, em Chicago)

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