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Venda de imóveis nos EUA cresce 7,2%

Resultado foi bem acima do esperado e animou os mercados

WASHINGTON, O Estadao de S.Paulo

22 de agosto de 2009 | 00h00

As vendas de imóveis residenciais usados cresceram 7,2% em julho ante junho nos Estados Unidos, o maior aumento em termos porcentuais na comparação mensal em mais de uma década, atingindo a taxa sazonalmente ajustada de 5,24 milhões, informou ontem a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis (NAR). Analistas consultados pela agência de notícias Dow Jones previam aumento de 2,2%, para 5 milhões. A taxa atingida em julho é a maior em quase dois anos, e resulta dos preços mais baixos e da disponibilidade de abatimentos fiscais, que estimularam os compradores. "O mercado de imóveis decididamente virou para melhor", disse o economista-chefe da NAR, Lawrence Yun. Em junho, as vendas de imóveis aumentaram 3,6%, para 4,89 milhões. O número não foi revisado. Na comparação com julho do ano passado, as vendas de imóveis usados aumentaram 5% no mês passado. A mediana de preço de um imóvel usado no mês passado foi de US$ 178,4 mil, 15,1% menor que a de julho de 2008. Os estoques de imóveis eram 7,3% maiores ao final de julho, em 4,09 milhões. Esse nível representa 9,4 meses de oferta ao ritmo de vendas atual. A notícia acentuou o bom humor do mercado que abriu o dia otimista com sinais positivos da economia europeia, ajudado pelas declarações do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, de que a atividade econômica parece estar melhorando. O Índice Dow Jones da Bolsa de Nova York fechou o dia em alta de 1,67% e o Nasdaq, 1,59%. No Brasil, o Ibovespa seguiu o entusiasmo e fechou em 1,58%.Para a economista do Barclays, Michelle Meyer, o crescimento acima do esperado das vendas de imóveis residenciais usados nos Estados Unidos é um sinal claro de que a economia do país está em recuperação. "A economia emergiu da recessão, que acabou em junho, e o que vemos agora são os primeiros sinais de retomada." No entanto, para ela, não se pode dizer que a crise no mercado imobiliário acabou. "Podemos dizer que o pior passou, mas não estamos fora de perigo. Ainda há muita execução de hipotecas. A situação do mercado de imóveis comerciais também é de risco. Devemos ver mais queda (nos preços de hipotecas), mas a fraqueza em imóveis comerciais não deve atrapalhar a retomada do setor."AJUSTE NO ORÇAMENTOO governo do presidente Barack Obama vai aumentar a projeção do déficit do orçamento para os próximos 10 anos para cerca de US$ 9 trilhões, ante estimativa anterior de US$ 7,108 trilhões, em relatório a ser divulgado na semana que vem, afirmou ontem um membro de alto escalão do governo. "As novas previsões são baseadas em dados que refletem o quão grave foi a crise econômica no fim do ano passado e no começo deste ano", disse ele.

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