Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Venda de imóveis novos cai 10,6% em São Paulo

Em agosto, foram vendidos 1.606 imóveis novos na capital paulista, segundo o Secovi-SP; no mês, número de lançamentos chegou a 1.760 unidades

Lucas Hirata, O Estado de S. Paulo

13 de outubro de 2015 | 21h37

As vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo registraram queda de 10,6% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 1.606 unidades, segundo pesquisa do Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação). Em relação a julho, houve alta de 54,1%.

O Valor Global de Vendas (VGV) no mês atingiu R$ 768 milhões, volume 27,3% inferior ao mês de agosto de 2014, quando somou R$ 1,1 bilhão. Em relação ao mês de julho, houve elevação de 41,6%, referente à comercialização de R$ 542,3 milhões naquele mês. 

Com os dados apurados, o indicador Vendas sobre Oferta (VSO, que mede a relação entre o total de unidades vendidas e a oferta de imóveis novos no mês) de agosto ficou em 5,6%, índice que representa desempenho próximo à média do ano, de 5,3%. O VSO de 12 meses continua registrando relativa estabilidade, passando de 42,2% em janeiro, para 42,9% em agosto. “Esse resultado é bom, considerando-se que, na média, 40% de todos os empreendimentos lançados nos últimos 12 meses foram vendidos”, avaliou o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci. A cidade de São Paulo encerrou o mês de agosto com uma oferta de 26.949 unidades disponíveis para venda, não registrando nenhuma variação significativa, de acordo com o Secovi-SP. 

De acordo com dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), em agosto foram lançadas 1.760 unidades residenciais na capital paulista, desconsiderando as cooperativas habitacionais. Comparando com os resultados de julho, houve aumento de 113,3%. No entanto, em relação às 2.405 unidades de agosto de 2014, houve queda de 26,8%.

No acumulado do ano, foram lançadas 12.238 unidades e comercializadas 12.306. Apesar do equilíbrio, o Secovi-SP afirmou que os números permanecem abaixo da capacidade de produção e absorção da cidade de São Paulo, pois a redução nos lançamentos foi de 20% em relação a 2014, e as vendas continuam em ritmo menor, gerando uma demanda reprimida.

“A redução dos lançamentos era esperada, por dois motivos: o novo Plano Diretor Estratégico da cidade de São Paulo, com seus parâmetros muito restritivos à produção, e o significativo estoque atual gerado pela crise política e econômica. O mercado imobiliário é cíclico. A partir do momento em que as vendas voltarem a crescer, essa oferta será absorvida e poderá gerar problemas futuros de oferta, caso não se resolvam os empecilhos do Plano Diretor”, disse o vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Sindicato, Emilio Kallas.

Entre os fatores que podem ajudar o mercado imobiliário, a entidade citou a implantação temporária de um fator de redução no cálculo dos valores de outorga onerosa e também o pagamento parcelado desses valores; readequação dos valores limites do programa Minha Casa, Minha Vida na cidade de São Paulo e região metropolitana; e a implantação das operações urbanas planejadas.

Região metropolitana. Com exceção da capital, as demais cidades da região metropolitana registraram a comercialização de 864 unidades em agosto, queda de 7,9% em relação ao mês de julho, quando foram vendidos 938 imóveis. Em comparação com agosto de 2014, mês em que foram comercializadas 1.010 unidades residenciais, o recuo foi de 14,5%.

No mês de agosto, segundo a Embraesp, as demais cidades da região registraram o lançamento de 527 unidades, com queda de 51,4% em relação a julho e de 62,0% em relação a agosto de 2014.

Notícias relacionadas
    Mais conteúdo sobre:
    imóvel

    Encontrou algum erro? Entre em contato

    O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.