Venda de imóveis novos nos EUA é a menor desde 1963

WASHINGTON

Reuters, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2010 | 00h00

As vendas de moradias novas nos Estados Unidos caíram de forma inesperada em julho, atingindo o menor volume anual já registrado, e os preços foram os menores em quase sete anos, mostraram ontem dados do governo.

O Departamento do Comércio informou que as vendas caíram 12,4%, para uma taxa anual de 276 mil unidades, a menor desde que a série começou a ser medida em 1963. As vendas de junho foram revisadas de 330 mil para 315 mil unidades.

Analistas ouvidos pela agência de notícias Reuters previam que as vendas se mantivessem estáveis em 330 mil.

"O que nós estamos vendo é o lado ruim da intervenção do governo. Ela criou a expectativa de que o mercado tivesse achado seu ponto mínimo quando, na verdade, criava um ponto mínimo falso", disse Tom Porcelli, economista-sênior da RBC Capital Markets em Nova York.

"Nós esperamos que as vendas fiquem nessa faixa notavelmente baixa, com desemprego notavelmente alto. Também há pouca demanda por crédito."

Sem estímulo. O mercado imobiliário americano vacilou após o fim, em abril, do crédito tributário do governo, que vinha impulsionando as vendas e a construção. O setor foi o epicentro da recessão e sua fraqueza está limitando a recuperação econômica do país.

O número de moradias novas no mercado se manteve em 210 mil unidades. O preço médio de venda caiu em relação a junho, para US$ 204 mil, o menor desde dezembro de 2003.

A demanda por crédito imobiliário diminuiu na semana passada, apesar das taxas de hipoteca muito baixas, informou a Associação de Bancos de Hipotecas.

O número de pedidos de hipoteca e refinanciamento subiu menos de 1% na primeira semana de agosto, mesmo com a queda da taxa de juros de empréstimos de 30 anos para 4,57% - a menor em 20 anos.

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