Rafael Arbex/Estadão
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Venda de imóveis residenciais novos em SP cresce 210% em novembro

Mas, apesar na alta em relação ao mês de outubro, acumulado em 2014 ainda aponta para recuo de 40%, nas contas do Secovi

Thiago Moreno, Agência Estado

19 de janeiro de 2015 | 10h41

Após as quedas apresentadas em outubro, o mercado imobiliário de São Paulo voltou a registrar o maior número de vendas de unidades residenciais no ano. Segundo pesquisa divulgada pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) nesta segunda-feira, 19, o resultado reflete a concentração dos esforços das empresas para lançar e vender nos dois últimos meses de 2014.

Em novembro, foram comercializadas 2.987 unidades novas na cidade de São Paulo, o que representa um aumento de 210,2% na comparação com outubro e de 7,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os lançamentos somaram 6.301 unidades, de acordo com pesquisa da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), um aumento de 169,7% ante outubro e de 26,1% na comparação anual.

Com Valor Global de Vendas de R$ 1,6 bilhão, o penúltimo mês de 2014 apresentou um crescimento de 190,8% em relação a outubro. Na comparação com novembro de 2013, houve uma queda de 28,2%, considerando os valores atualizados pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

"Passado os momentos mais críticos do ano, como Copa do Mundo e eleições presidenciais, o mercado tomou fôlego e reagiu positivamente", avalia o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci. De acordo com Claudio Bernardes, presidente do sindicato, o mercado imobiliário atendeu às expectativas em novembro, mas a previsão é que 2014 seja um ano mais fraco que 2013.

No acumulado entre janeiro e novembro, as vendas totalizaram 18.324 unidades residenciais novas, o que representou um recuo de 40% ante o mesmo período do ano anterior. A Secovi-SP lembra, no entanto, que 2013 foi um ano excepcional para o mercado imobiliário, que elevou muito a base de comparação.

Com o resultado de novembro, os lançamentos em São Paulo no acumulado de 2014 chegaram a 27 mil unidades novas, conforme apurado pela Embraesp. Mesmo com a recuperação no mês, o total representou uma queda de 9% na comparação com o mesmo período de 2013.

Estoques. Com o estoque de 26.579 unidades ofertadas, o mercado imobiliário paulistano atingiu o maior nível da série histórica, que começou em janeiro de 2004. O volume de unidades estocadas cresceu 12,4% em relação a outubro e 42,1% na comparação com o mesmo mês de 2013.

"Devemos ponderar que a Prefeitura está restringindo cada vez mais a produção imobiliária, com parâmetros de construção restritivos e aumento dos custos de incorporação", afirmou o vice-presidente de incorporação e terrenos urbanos do Secovi-SP, Emílio Kallas. "Por conta desses fatores, os lançamentos tendem a diminuir nos próximos anos."

O sindicato destaca que, pelo terceiro mês consecutivo, os municípios do entorno da capital venderam mais do que lançaram e reduziram seus estoques. Segundo Kallas, isso demonstra que o mercado desta região está mais aquecido que o de São Paulo, devido principalmente ao preços menores praticados fora da cidade.

Velocidade de Vendas. A velocidade das vendas - medida pela relação entre o total de unidades vendidas e o total lançado no período mais o estoque de períodos anteriores - avançou para 10,1% em novembro, após cair para 3,9% em outubro. No mesmo mês do ano anterior, o mercado imobiliário havia registrado um índice de Vendas Sobre Oferta (VSO) de 12,9%. No acumulado de 12 meses, o índice tem apresentado quedas constantes, atingindo 42,2% em novembro. 

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