Venda de imóveis usados cresce 2,94% em julho em SP

As vendas de imóveis usados na cidade de São Paulo cresceram 2,94% em julho, pela terceira vez consecutiva, segundo pesquisa dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), apurados junto a 330 imobiliárias da capital. Ao todo foram vendidos 166 imóveis na capital paulista. Em comunicado divulgado hoje, o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, afirma que o bom desempenho do mercado indica que investidores e compradores para uso próprio estão aproveitando a estabilidade de preços para fazer bons negócios. "Estabilidade, neste mercado, significa que os preços não têm tido reajustes acima da inflação", explica.Segundo dados do Creci, nos últimos três anos, a maioria dos imóveis usados tiveram preços corrigidos abaixo dos índices de inflação. Segundo a entidade, os aumentos realizados em junho oscilaram entre 9,31% e 37,64%, na comparação com junho de 2000, para imóveis de padrão médio e standard. Em 12 comparações realizadas, só duas tiveram aumentos superiores à inflação medida pela Fipe: imóveis de padrão médio construídos há até 7 anos e situados na Zona B (onde estão bairros como Aclimação e Moema), cujos preços médios aumentaram 37,64%; e imóveis de padrão standard construídos entre 8 e 14 anos e situados na Zona E (região de bairros como Itaquera e Pirituba), que aumentaram 29,65%.Em 6 comparações realizadas com casas, duas tiveram aumentos de preços superiores à inflação: residências de padrão médio construídas entre 8 e 14 anos e localizadas na Zona B tiveram o preço médio elevado em 52,78% no período; e casas de padrão standard localizadas na Zona D e construídas há mais de 15 anos acumularam aumento de 39,12% no preço médio de venda.PreferênciasSegundo a pesquisa, os imóveis usados estão sendo vendidos preferencialmente à vista, o que por si só delimita a baixa atividade no setor. Em julho, 71% dos imóveis foram vendidos à vista, 16,87% financiados pela Caixa Econômica Federal, 6% por outros bancos e 5,42% em negociação direta com os proprietários. Os consórcios tiveram participação de apenas 0,60%.As 362 imobiliárias pesquisadas alugaram 803 imóveis, sendo 480 casas e 323 apartamentos. O fiador continua sendo a forma preferencial de garantia de locação - 55,29% dos contratos fechados. As devoluções de imóveis (441) representaram 61,15% do volume total alugado no mês.

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