Venda de imóveis usados cresce 6,38% em SP

O índice de venda de casas e apartamentos usados na capital paulista cresceu 6,38% em abril, para 0,5269, ante 0,4932 de março, segundo pesquisa feita com imobiliárias e corretores de imóveis credenciados pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP). Foram vendidos em abril 245 imóveis, a maioria apartamentos (58,37% do total). As casas ficaram com os 41,63% restantes.A pesquisa, feita com 465 imobiliárias da capital, constatou 11 ocorrências de altas de preços e 5 de baixa na comparação de abril com março no mercado de apartamentos. O valor que mais subiu - 12,7% - foi o dos imóveis de padrão médio, construídos há mais de 15 anos e localizados na Zona A, onde estão bairros como Alto da Boa Vista e Higienópolis. O preço médio do metro quadrado desse tipo de imóvel passou de R$ 1.266,83 em março para R$ 1.427,72 em abril.O preço que mais baixou foi o dos apartamentos de padrão Standard, também construídos há mais de 15 anos e situados na Zona E, que reúne bairros mais periféricos como Cangaíba e Capão Redondo. O preço médio do metro quadrado desse tipo de imóveis caiu 6,75% - de R$ 500,75 em março para R$ 466,97 em abril.No segmento de casas, a pesquisa constatou dez ocorrências de alta de preços médios e oito de redução em abril, comparativamente a março. O preço que teve maior alta foi o das casas de padrão médio situadas na Zona A - o valor médio evoluiu 11,12%, de R$ 1.256,93 em março para R$ 1.396,67 em abril. A queda de preços mais significativa foi constatada na Zona E, onde o imóvel de padrão Standard construído há mais de 15 anos foi vendido em média a R$ 460,33 o metro quadrado em abril, ou 7,84% menos do que os R$ 499,50 de março.Consórcio A pesquisa destaca ainda que as casas e apartamentos usados vendidos na capital paulista por meio de consórcios imobiliários somaram 1,63% do total de imóveis vendidos em abril. Em março o porcentual foi de 1,84% e em fevereiro de 1,33%.Em nota, o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, destaca que a participação dos consórcios na venda de imóveis nos últimos três meses indica uma possível mudança de tendência no segmento dos consórcios imobiliários. O executivo explica que sustentar três meses seguidos de vendas que representaram em média 1,5% do total de imóveis usados comercializados na capital pode parecer pouco, mas é um percentual significativo para uma modalidade de financiamento que praticamente não rompeu a barreira de 0,5% nos últimos 16 meses.

Agencia Estado,

31 de maio de 2006 | 16h47

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